quarta-feira, 16 de abril de 2014

INTRODUÇÃO A ARQUEOLOGIA BIBLICA

                 

       
                                           

                                                  


                              Arqueologia Biblica  

               Ferramenta aliada da Escola Dominical


                  Artigos autor:M.Berwald (escritor pregador  e colaborador)

A palavra"Arqueologia"origina-se de duas palavras gregas(archaios e logos),que significam literalmente"um estudo das coisas antigas".Mas o termo foi mais refinado do que isto,e geralmente se aplica ao estudo de materiais escavados pertencentes a uma era antiga.A arqueologia da biblia pode ser definida como um exame das coisas antigas,que foram perdidas e encontradas novamente,como objetos recuperados ligados ao estudo das Escrituras,e o retrato da vida nos tempos antigos biblicos.(notas dic,Wicliff,cpad,2009).

                               
      Funções da Arqueologia biblica

A arqueologia desempenha o serviço muito útil de nos ajudar a compreender a biblia.A arqueologia revela como era vida nos tempos biblicos,o que as passagens obscuras realmente significam,e como as narrativas históricas, e o contexto da biblia devem ser entendidos.
O estudo arqueológico também ajuda a confirmar a precisão do texto biblico e seu conteúdo.Também demonstra a falsidade de algumas teorias críticas de interpretação biblica.Tem ajudado a restabelecer a precisão do grego e hebraico originais e a mostrar que o texto biblico tem sido transmitido com um alto grau de precisão.Também confirmou a precisão de muitas das passagens das Escrituras,como por exemplo,declarações relativas a vários reis e toda a narrativa patriarcal.(ibid,pp.193).
Um individuo não deve ser dogmático em suas declarações relativas á confirmação.A arqueologia também já criou inúmeros problemas,para os estudiosos da biblia.Por exemplo,a  recuperação dos relatos da Babilônia e da Suméria sobre a criação e o diluvio tem paralelos  com o antigo testamento,e são questões que atormentam os estudiosos da biblia Sagrada.(ibid,pp.193).

                                   
O valor da Arqueologia para escola dominical

A arqueologia,com relação á biblia presta-se a confirmar,corrigir,esclarecer e completar a menssagem teológica contida no texto sagrado.Uma vez que a Palavra foi anunciada á humanidade em lugares em tempos específicos,torna-se necessários compreendermos o contexto histórico,cultural e religioso do seu destinatarios.E,quando mais claramente percebemos o significado original da menssagem,conforme comunica o tempo antigo,tanto melhor poderemos aplicar suas verdades eternas ás nossas vidas,no mundo moderno.A arqueologia ajuda-nos a entender esse contexto,de modo que a verdade teológica não seja mal interpretada ou mal aplicada indevidamente.(ibid,pp.193).
Em última analise,a biblia é o melhor exemplo de documento arquelógico.Enquanto possuímos apenas um número limitado de artefatos arqueológicos do periodo biblíco,a biblia apresenta o mais completo registro literário dos tempos antigos.Sobrevindo de uma forma ou de outra desde que os seus primeiros livros foram escritos por Moisés há cerca de 3.400 anos,a biblia continua sendo a mais exata e confiavel narrativa da antiguidade.(Randall Price,arqueologia biblica,cpad,2006).


                                          
  Ultimas descobertas arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.
Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo.
Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.
Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de 100 a.C. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.
As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.(notas sociedade biblica do brasil).
                                            

                                             DEFINIÇÃO DE ARQUEOLOGIA

Arqueologia (do grego, « arqué », antigo, e « logos », discurso depois estudo, ciência) é a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vida do passado a partir da análise de vestígios materiais. É uma ciência social que estuda as sociedades já extintas, através de seus restos materiais, sejam estes móveis (como por exemplo um objeto de arte) ou objetos imóveis (como é o caso das estruturas arquitectónicas). Incluem-se também no seu campo de estudos as intervenções feitas pelo homem no meio ambiente.
A maioria dos primeiros arqueólogos, que aplicaram sua disciplina aos estudos das antiguidades, definiram a arqueologia como o estudo sistemático dos restos materiais da vida humana já desaparecida. Outros arqueólogos enfatizaram aspectos psicológico-comportamentais e definiram a arqueologia como a reconstrução da vida dos povos antigos.
A disciplina da arqueologia envolve trabalhos de prospecção, escavação e eventualmente analises de informação recolhida para aprender mais sobre o passado humano. Na maioria das vezes, a arqueologia depende de trabalhos de investigações multidisciplinares. A arqueologia baseia-se também em conceitos em torno de variadas áreas de conhecimento e ciências como a: antropologia, história, história de arte, etnoarqueologia, geografia, geologia, linguística, semiologia, física, ciências da informação, química, estatísticas, paleoecologia, paleontologia, paleozoologia, paleoetnobotanica.
Em alguns países a arqueologia é considerada como uma disciplina pertencente à antropologia enquanto que em países, como em Portugal, esta foi considerada uma disciplina pertencente ao ramo cientifico da História e dependente deste. Enquanto a antropologia se centra no estudo das culturas humanas contemporâneas, a arqueologia dedica-se mais ao estudo das manifestações culturais e materiais destas desde o surgimento do Homem ( transição do Australopitecos para o Homo habilis) até ao presente. Deste modo, enquanto as antigas gerações de arqueólogos estudavam um antigo instrumento de cerâmica como um elemento cronológico que ajudaria a pôr uma data à cultura que era objeto de estudo, ou simplesmente como um objeto com um verdadeiro valor estético, os arqueólogos dos dias de hoje veriam o mesmo objeto como um instrumento que lhes serve para compreender o pensamento, os valores e a própria sociedade a que pertenceram.
Os arqueólogos podem ter de actuar em situações de emergência, como quando existem obras que põem a descoberto vestígios arqueológicos até então desconhecidos, sendo, nestes casos, criados e enviados para o local piquetes de emergência. Deste modo, procuram desenvolver medidas para minimizar o impacto negativo que essas obras possam ter no património arqueológico podendo ser feitas alterações pontuais no projecto inicial. Só em casos excepcionais os achados arqueológicos são suficientemente importantes para justificar a anulação de obras de grande envergadura (ex.: barragem de Foz Côa). Em certos casos, a destruição parcial ou total dos vestígios arqueológicos poderá ser inevitável, nomeadamente por motivo de obras de superior interesse público, o que exige um registo prévio o mais exaustivo possível.
A fim de se minimizarem os riscos de destruição do património arqueológico devido a obras públicas ou privadas de grande amplitude, tem-se procurado, nos últimos anos, integrar arqueólogos nas equipas que elaboram os estudos de viabilidade e de impacto ambiental. A tendência actual é para substituir uma arqueologia de salvamento por uma arqueologia preventiva.
A Arqueologia passou a ser vista com interesse e tornou-se uma ciência popular graças à propaganda feita pela saga Indiana Jones onde o herói, representado por Harrison Ford, era um professor de Arqueologia. Esta a associação da ciência e o gosto de aventuras glamourizada pelo personagem criado por Steven Spielberg eGeorge Lucas catapultou assim para o imaginário público um ideal romanticizado do que é a investigação arqueológica.


                 A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica.

A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, archaios e logos, que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto, o termo se aplica, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.
A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo se obtém pela observação e estudo sistemáticos, e os fatos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações. A arqueologia é também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia.
Naturalmente, alguns objetos de investigação arqueológica (tais como obeliscos, tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”, mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais, bem como o significado de inscrições neles encontradas, tenha se perdido.

Funções da Arqueologia Bíblica

A arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.
A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.
Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. Até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações Desapareceram

Sabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.
As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.

A Escavação de um Sítio Arqueológico

O arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.
Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.

A Arqueologia e o Texto da Bíblia

Embora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia.
O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do Novo Testamento (N.T.) grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade.
Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia.
Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do Antigo Testamento (A.T.) de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.


Notas Fonte vivos

                                              Investigação arqueológica


A investigação arqueológica dedicou-se fundamentalmente à pré-história e às civilizações da antiguidade; no entanto, ao longo do último século, a metodologia arqueológica aplicou-se a etapas mais recentes, como a Idade Média ou o período Moderno. Na atualidade, os arqueólogos dedicam-se cada vez mais a fases tardias da evolução humana,e a disciplinas transversais como a arqueologia industrial e a arqueologia sub-aquática.
A investigação arqueológica faz uso dos conhecimentos e metodologias de vários outros ramos científicos (ciências naturais e sociais), assim como do conhecimento empírico da população que nos rodeia, pois a fonte oral é muitas vezes o ponto de início para o desenvolvimento de algum estudo. Costuma-se dizer que "cada velho que morre é uma biblioteca que arde", pois é informação que se perde.
Uma investigação arqueológica começa pela investigação bibliográfica ou, em alguns casos, pela prospecção, que faz parte do levantamento arqueológico. Há uma grande diferença entre prospecção e sondagem, a primeira é para o levantamento e consiste em metodologias não intrusivas enquanto a segunda requer já a alteração do local em estudo e padece assim não só de metodologia extremamente rigorosa mas também de autorizações próprias.
No levantamento, é sempre importante se observar as especificidades de um local: a abrupta mudança de coloração do solo (camadas estratigráficas), a presença de plantas não nativas, a presença de animais e outros aspetos.
A arqueologia é amostral, porque dedica-se ao estudo dos vestígios arqueológicos mas também trabalha com a totalidade da história do local onde usa como motor outras ciências auxiliares como a geologia, história, arquitectura, história de arte, entre outras ciências e áreas de conhecimento.
 à arqueologia, na fachada da Sociedade Martins Sarmento, em GuimarãesEm Portugal, actualmente, para se ser arqueólogo profissional (pós-bolonha) é necessário tirar uma licenciatura em Arqueologia - ou História variante Arqueologia - mais o mestrado também em Arqueologia. É ainda necessário co-coordenar pelo menos uma intervenção arqueológica - em colaboração com um arqueólogo coordenador - para poder dirigir uma intervenção arqueológica. Quem tutela e autoriza as intervenções arqueológicas perante pedido de autorização do arqueólogo é a DGPC - Direcção Geral do Património Cultural. O arqueólogo (como o cidadão comum) pode pedir ao DGPC para embargar uma obra em caso desta ultima violar as leis do património cultural móvel e imóvel. Artigo 77.º 4: A realização de trabalhos arqueológicos será obrigatoriamente dirigida por arqueólogos e carece de autorização a conceder pelo organismo competente da administração do património cultural.( Lei 107/2001).
Nos termos da Lei n.o 13/85, de 6 de Julho, os bens arqueológicos móveis constituem património nacional. Aos crimes praticados contra bens culturais aplicam-se as disposições previstas no código penal, com as especialidades constantes na presente lei (Lei 107/2001 Artigo 100.º). No Artigo 103.º - Crime de destruição de vestígios da mesma lei, quem, por inobservância de disposições legais ou regulamentares ou providências limitativas decretadas em conformidade com a presente lei, destruir vestígios, bens ou outros indícios arqueológicos é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa até 360 dias.
A arqueologia tem sido praticada em Portugal desde há dois séculos, sendo então essencialmente um hobby de militares ou pessoas com algumas posses e conhecimentos históricos. Só a partir dos anos 80 a Arqueologia gradualmente se tornou profissionalizante e passou a ser tutelada pelo Estado português com direitos e deveres jurídicos próprios dos cidadãos para com ela.
A questão das gravuras do Vale do Côa, em 1996, veio abrir as portas a uma maior difusão da profissão de arqueólogo e deu um impulso importante ao reconhecimento da arqueologia em Portugal, com a criação do IPA e da APA e com a aprovação de legislação específica para a área, sendo criados novos cursos universitários de arqueologia, como o curso da Universidade do Minho ou o da Universidade do Porto (uma vez que antigamente eram cursos não autónomos, dependentes dos cursos de História).Alguns arqueólogos, como Martins Sarmento, no século XIX, ou Cláudio Torres, na atualidade, são figuras reconhecidas no meio cultural português.


                                             ARQUEOLOGIA E A BIBLIA       

Arqueologia Bíblica, estudo científico de restos e achados históricos, especificamente, da Bíblia e relativos às religiões judaica e cristã. Os relatos das peregrinações cristãs datadas, aproximadamente, do século IV, constituem a única fonte de informação sobre sítios arqueológicos bíblicos até o século XIX, quando teve início a moderna exploração histórica na Palestina.
Mar Morto, Manuscritos do, coleção de manuscritos em hebraico e aramaico que foram descobertos, a partir de 1947, numa série de cavernas da Jordânia, extremo noroeste do mar Morto, região de Kirbet Qumran. Os manuscritos, escritos originalmente sobre couro ou papiro e atribuídos aos membros de uma congregação judaica desconhecida, são mais de 600 e se encontram em diferentes estados de conservação. Incluem manuais de disciplina, livros de hinos, comentários bíblicos, textos apocalípticos, duas das cópias mais antigas conhecidas do Livro de Isaías, quase intactas, e fragmentos de todos os livros do Antigo Testamento, com exceção do de Ester. Entre estes fragmentos encontra-se uma extraordinária paráfrase do Livro do Gênesis. Ainda se descobriram textos, em seus idiomas originais, de vários livros dos apócrifos, deuterocanônicos e pseudoepígrafos. Estes textos, nenhum dos quais incluído no cânon hebraico da Bíblia, são: Tobias, Eclesiástico, Jubileus, partes de Enoc e o Testamento de Levi, conhecido, até então, somente em suas antigas versões grega, síria, latina e etíope.
Ao que parece, os manuscritos foram parte da biblioteca da comunidade, cuja sede se encontrava no que hoje se conhece como Kirbet Qumran, próximo ao local das descobertas. As provas paleográficas indicam que a maioria dos documentos foi escrita em distintas datas. Parece que de 200 a.C. até 68 d.C. As provas arqueológicas têm ressaltado a data mais tardia, já que as escavações demonstram que o local foi saqueado em 68 d.C. É possível que um exército, sob as ordens do general romano Vespasiano, tenha saqueado a comunidade quando marchava para sufocar a rebelião judaica que estourou em 66 d.C. O mais provável é que os documentos foram escondidos entre 66 e 68 d.C.


                                                 IMPORTÂNCIA HISTÓRICA



Nos rolos encontraram-se alusões a pessoas e acontecimentos dos períodos helenista e romano primitivo da historia judaica. Assim, um comentário do Livro de Naum menciona um homem de nome Demétrio, parecendo referir-se a um incidente registrado por Josefo e acontecido em 88 a.C. Nele estiveram implicados Demétrio III, rei da Síria, e Alexandre Janeu, o rei macabeu. De forma similar, pensa-se que as repetidas alusões a um “mestre da justiça” perseguido dizem respeito a figuras religiosas. Entre elas, o último sumo sacerdote judeu legítimo, Onias III, destituído em 175 a.C.; os líderes macabeus Matatias, o sumo sacerdote e seu filho, o líder militar Judas Macabeu, e a Manaém, líder dos zelotes em 66 d.C. Também se tem tentado vincular certas referências – principalmente as que mencionam um “sacerdote perverso” e “homem de falsidade” – com determinadas figuras como o sacrílego sumo sacerdote judeu Menelau; Antíoco IV, rei de Síria; o líder macabeu João Hircano e Alexandre Janeu. No entanto, até agora, todas estas identificações são ensaios e teorias. As opiniões acadêmicas ainda são objeto de fortes polêmicas. Ver Macabeus.

                                     IMPORTÂNCIA PARA A CIÊNCIA BÍBLICA 

De especial interesse são os numerosos vínculos entre o pensamento e os modismos dos Manuscritos com Novo Testamento. Em ambos, teima-se na iminência do reino de Deus, na necessidade do arrependimento imediato e na esperada derrota de Belial, o Perverso. Nos dois também aparecem referências similares, relacionadas ao batismo no Espírito Santo, e encontram-se caracterizações semelhantes dos fiéis, descritos como “os eleitos” e “filhos da Luz”. Para certificação desta semelhanças pode-se consultar referências bíblicas em Tito, capítulo 1, versículo 1. Pedro, capítulo 1, versículo 2 e Efésios, capítulo 5, versículo 8. Estes paralelismos são os mais chamativos, já que a congregação de Qumran viveu na mesma época e região de João Batista, um precursor das idéias cristãs.
O material descoberto entre os Manuscritos do mar Morto tem sido publicado pela American School of Oriental Research, a Universidade Hebraica e o Serviço de Antigüidades da Jordânia. A maioria dos manuscritos encontram-se, hoje, no Templo do Livro, no Museu Rockefeller, de Jerusalém, e no Museu do Departamento de Antigüidades, em Aman. Desde seu descobrimento, têm se publicado várias traduções dos manuscritos e numerosos comentários sobre os mesmos
Em 1947, Jumea, um pastor da tribo Taaeamireh dos beduínos nômades, descobriu alguns manuscritos antigos, em pele e tecido, numa caverna a noroeste do Mar Morto, vale de Qumran. Importantíssimo achado arqueológico, estes manuscritos constituíam a primeira parte de uma coleção de textos hebraicos e aramaicos, revelados após o primeiro achado de Jumea. Estes antigos textos, que incluem o Livro de Isaías completo e fragmentos de todos os demais livros do Antigo Testamento – exceto do Livro de Ester -, são mil anos mais antigos do que qualquer outro texto hebraico conhecido.

                                        Bíblia: o documento mais correto da história!


A Bíblia é o documento mais historicamente correto de todos os tempos.Estudiosos querem ajudar cristãos a entender melhor como as Escrituras foram preservadas
Chad Hovind, pastor da megaigreja Horizon Community, de 5.000 membros, em Cincinnati, Ohio, quer ajudar os cristãos a entender melhor por que a Bíblia é o documento “mais historicamente correto de todos os tempos”.
Segundo Hovind, a visita do conhecido pregador Josh McDowell à sua igreja ajudou muitas pessoas a “abrirem os olhos” para alguns fatos fascinantes. O autor de “Mais que um carpinteiro” usou em suas palestras um rolo com os cinco primeiros livros da Bíblia (Torá) com cerca de 500 anos de idade. Ele permitiu que os presentes o tocassem e examinassem. Depois, explicou que aquele era um dos poucos manuscritos completos da Torá do mundo que não está em algum museu.
Durante sua apresentação, mostrou como eram as técnicas detalhadas dos antigos escribas judeus para certificarem-se que a Bíblia que temos em nossas mãos hoje ficasse livre de erros.
Para McDowell, as tentativas constantes de atacar a credibilidade histórica da Bíblia são a ameaça mais comum, pois ela é a base da fé cristã. Lamentou que até mesmo os cristãos acreditam em ‘bobagens’ que visam desacreditar a maneira que o texto bíblico foi passado de geração em geração.
O pastor Hovind enfatiza que as explicações de McDowell fizeram muitos dos presentes repensar a maneira como veem as Escrituras Sagradas e que essas verdades deveriam ser mais divulgadas. Para isso, pretende produzir um DVD com esse material, visando a multiplicação do conhecimento.
O rolo que McDowell usa para ensinar sobre o assunto foi copiado por escribas por volta de 1450 dC.  Possui grande valor histórico pois naquela época era muito comum que material religioso deste tipo fosse proibido e muitas vezes queimado, como resultado da perseguição judaica por parte da Igreja Católica.
O compromisso de copiar as Escrituras era uma tarefa sagrada. Havia milhares de métodos de controle de qualidade destinados a assegurar sua confiabilidade. Os escribas eram obrigados a memorizar mais de 4000 leis antes de começar a escrever. Nada poderia ser escrito a partir da memória.
Cada letra das copiadas obedecendo um sistema de três escriba. Depois que um escrevia, outro verificava cuidadosamente cada letra e um terceiro escriba verificava a obra final.  A maioria das cópias completas da Torá tinham cerca de 70 metros de comprimento e levavam mais de três anos para serem terminadas. Após a conclusão, três escribas verificavam o documento antes que ele pudesse ser usado.
Sabe-se que os escribas literalmente contavam as letras do começo ao fim. São exatamente 304.805 letras na Torá, parando a contagem na 152.402a letra (em Levítico 11:42). Ficou estabelecido que a próxima letra era a chamada “letra central”. Se ela não estivesse certa, o pergaminho todo precisava ser reexaminado. Se estivesse correta, continuavam contando para ver se a última letra do pergaminho totalizava 152.402.
As Escrituras eram confirmadas por meio de um rolo de papel que servia como um certificado de que seguira todos os processos necessários, incluindo a verificação de três escribas e o sistema de contagem para confirmação.
Até hoje, não se conhece na história da humanidade nenhum processo de cópia com tamanho compromisso com o controle de qualidade. Hovind e McDowell querem enfatizar aos leitores da Bíblia e também aos seus críticos que as antigas histórias de que as Escrituras foram alteradas ao longo do tempo são bobagem.
Embora as traduções possam variar, é possível ver cópias do documento mais historicamente confiável da história expostas em diversos museus. Ainda que se possa atacar seus ensinamentos, os fatos mostram que não há como questionar a seriedade do processo de cópia e a enorme quantidade de sangue que foi derramado para que o que Deus revelou ao homem fosse preservado. Letra por letra.Extraído de http://noticias.gospelprime.com.br/ em 24/03/2014

        Bíblia: o documento mais correto da história!


A Bíblia é o documento mais historicamente correto de todos os tempos.Estudiosos querem ajudar cristãos a entender melhor como as Escrituras foram preservadas
Chad Hovind, pastor da megaigreja Horizon Community, de 5.000 membros, em Cincinnati, Ohio, quer ajudar os cristãos a entender melhor por que a Bíblia é o documento “mais historicamente correto de todos os tempos”.
Segundo Hovind, a visita do conhecido pregador Josh McDowell à sua igreja ajudou muitas pessoas a “abrirem os olhos” para alguns fatos fascinantes. O autor de “Mais que um carpinteiro” usou em suas palestras um rolo com os cinco primeiros livros da Bíblia (Torá) com cerca de 500 anos de idade. Ele permitiu que os presentes o tocassem e examinassem. Depois, explicou que aquele era um dos poucos manuscritos completos da Torá do mundo que não está em algum museu.
Durante sua apresentação, mostrou como eram as técnicas detalhadas dos antigos escribas judeus para certificarem-se que a Bíblia que temos em nossas mãos hoje ficasse livre de erros.
Para McDowell, as tentativas constantes de atacar a credibilidade histórica da Bíblia são a ameaça mais comum, pois ela é a base da fé cristã. Lamentou que até mesmo os cristãos acreditam em ‘bobagens’ que visam desacreditar a maneira que o texto bíblico foi passado de geração em geração.
O pastor Hovind enfatiza que as explicações de McDowell fizeram muitos dos presentes repensar a maneira como veem as Escrituras Sagradas e que essas verdades deveriam ser mais divulgadas. Para isso, pretende produzir um DVD com esse material, visando a multiplicação do conhecimento.
O rolo que McDowell usa para ensinar sobre o assunto foi copiado por escribas por volta de 1450 dC.  Possui grande valor histórico pois naquela época era muito comum que material religioso deste tipo fosse proibido e muitas vezes queimado, como resultado da perseguição judaica por parte da Igreja Católica.
O compromisso de copiar as Escrituras era uma tarefa sagrada. Havia milhares de métodos de controle de qualidade destinados a assegurar sua confiabilidade. Os escribas eram obrigados a memorizar mais de 4000 leis antes de começar a escrever. Nada poderia ser escrito a partir da memória.
Cada letra das copiadas obedecendo um sistema de três escriba. Depois que um escrevia, outro verificava cuidadosamente cada letra e um terceiro escriba verificava a obra final.  A maioria das cópias completas da Torá tinham cerca de 70 metros de comprimento e levavam mais de três anos para serem terminadas. Após a conclusão, três escribas verificavam o documento antes que ele pudesse ser usado.
Sabe-se que os escribas literalmente contavam as letras do começo ao fim. São exatamente 304.805 letras na Torá, parando a contagem na 152.402a letra (em Levítico 11:42). Ficou estabelecido que a próxima letra era a chamada “letra central”. Se ela não estivesse certa, o pergaminho todo precisava ser reexaminado. Se estivesse correta, continuavam contando para ver se a última letra do pergaminho totalizava 152.402.
As Escrituras eram confirmadas por meio de um rolo de papel que servia como um certificado de que seguira todos os processos necessários, incluindo a verificação de três escribas e o sistema de contagem para confirmação.
Até hoje, não se conhece na história da humanidade nenhum processo de cópia com tamanho compromisso com o controle de qualidade. Hovind e McDowell querem enfatizar aos leitores da Bíblia e também aos seus críticos que as antigas histórias de que as Escrituras foram alteradas ao longo do tempo são bobagem.
Embora as traduções possam variar, é possível ver cópias do documento mais historicamente confiável da história expostas em diversos museus. Ainda que se possa atacar seus ensinamentos, os fatos mostram que não há como questionar a seriedade do processo de cópia e a enorme quantidade de sangue que foi derramado para que o que Deus revelou ao homem fosse preservado. Letra por letra.Extraído de http://noticias.gospelprime.com.br/ em 24/03/2014



                                      DESCOBERTAS  ARQUEOLOGICA

                Encontram local da consagração de Salomão


Arqueólogos encontram local da consagração de Salomão como rei. Foram 15 anos de escavação para achar a cidade bíblica de 3.800 anos em Israel
Uma das pesquisas arqueológicas mais complexas já realizadas em Israel resultou no descobrimento da chamada “Cidade da Primavera”. O local, famoso quando Davi e seu filho Salomão eram reis de Israel foi construída para salvar e proteger a água da cidade dos inimigos que tentavam dominá-la.
Ao mesmo tempo era usada para proteger os cidadãos que voltavam para suas casas após irem buscar água no local. O local é descrito no livro bíblico de Reis, sendo protegida pela fonte de Giom. Foi ali que Salomão foi ungido pelo sacerdote Zadoque como rei, por ordem de Davi, seu pai. O local foi escolhido pois Davi sabia que seus inimigos políticos tinham um plano para tomar a sucessão do reinado.
A escavação aconteceu na Cidade de Davi, no Parque Nacional de Davi, em Jerusalém. Foram necessários 15 anos de trabalho. O trabalho foi coordenado pelo professor Ronny Reich, da Universidade de Haifa, e Eli Shukrun, integrante da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Eles acreditam que a Cidade da Primavera tem pelo menos 3800 anos, sendo a maior fortaleza cananeia que resistiu ao tempo. Também seria a maior fortaleza conhecida na região antes do reinado de Herodes, após a conquista romana.
A revelação da descoberta tem um significado duplo. O primeiro é científico, já que existe uma forte corrente dentro da arqueologia a qual afirma que Salomão nunca existiu, pois não há nenhum documento histórico que fale sobre ele além da Bíblia. A descoberta da Cidade da Primavera é a terceira nos últimos anos que comprova relatos bíblicos sobre partes da vida de Salomão.
A segundo á profética, pois a ideia de reconstrução do templo de Salomão, um antigo sonho dos judeus ortodoxos, é fortalecida toda vez que se mostra que os relatos bíblicos sobre ele são verdadeiros. Tanto judeus liberais quanto os muçulmanos que dominam o monte do Templo afirmam que jamais houve um templo naquele local construído por Salomão, pois não existem “comprovação arqueológica” disso. Com informações Jerusalém Post.
Extraído do site gospelprime.com.br em 04/04/2014

              Arqueólogos encontram palácio da rainha de Sabá


Arqueólogos alemães encontraram os restos do palácio da lendária rainha de Sabá na localidade de Axum, na Etiópia, e revelaram assim um dos maiores mistérios da Antigüidade, segundo anunciou a Universidade de Hamburgo. “Um grupo de cientistas sob direção do professor Helmut Ziegert encontrou durante uma pesquisa de campo realizada nesta primavera européia o palácio da rainha de Sabá, datado do século X antes de nossa era, em Axum-Dungur”, destaca o comunicado da universidade. A nota diz que “nesse palácio pode ter ficado durante um tempo a Arca da Aliança”, onde, segundo fontes históricas e religiosas, foram guardadas as tábuas com os Dez Mandamentos, que Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai. Os restos da casa da rainha de Sabá foram achados sob o palácio de um rei cristão.
“As investigações revelaram que o primeiro palácio da rainha de Sabá foi transferido pouco após sua construção, e levantado de novo orientado para a estrela Sirius”, dizem os cientistas. Os arqueólogos acreditam que Menelik I, rei da Etiópia e filho da rainha de Sabá e do rei Salomão, foi quem mandou construir o palácio em seu lugar definitivo.
Os arqueólogos alemães disseram que havia um altar no palácio, onde provavelmente ficou a Arca da Aliança, que, segundo a tradição, era um cofre de madeira de acácia recoberto de ouro.
As várias oferendas que os cientistas alemães encontraram no lugar onde provavelmente ficava o altar foram interpretadas pelos pesquisadores como um claro sinal de que a relevância especial do lugar foi transmitida ao longo dos séculos.
A equipe do professor Ziegert estuda desde 1999, em Axum, a história do início do reino da Etiópia e da Igreja Ortodoxa Etíope.
“Os resultados atuais indicam que, com a Arca da Aliança e o judaísmo, chegou à Etiópia o culto a Sothis, que foi mantido até o século VI de nossa era”, afirmam os arqueólogos.
O culto, relacionado à deusa egípcia Sopdet e à estrela Sirius, trazia a mensagem de que “todos os edifícios de culto fossem orientados para o nascimento da constelação”, explica a nota.
O comunicado também diz que “os restos achados de sacrifícios de vacas também são uma característica” do culto a Sirius praticado pelos descendentes da rainha de Sabá.  NOTAS (G1 Notícias)Colaboração: Jônathas M.

                         Palácio do Rei Davi é encontrado em Israel

Uma equipe de arqueólogos israelenses acredita ter descoberto as ruínas de um palácio que pertencia ao Rei Davi, mas alguns especialistas contestam a alegação.
Arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Autoridade de Antiguidades de Israel disseram que o achado, um grande complexo a oeste de Jerusalém, em um local chamado Khirbet Qeiyafa, é o primeiro palácio do rei bíblico a ser descoberto.
“Khirbet Qeiyafa é o melhor exemplo até hoje de uma cidade fortificada da época do Rei Davi”, disse Yossi Garfinkel, arqueólogo da Universidade Hebraica, sugerindo que o próprio Davi tenha frequentado o lugar. Garfinkel liderou a escavação por sete anos com Saar Ganor, da Autoridade de Antiguidades de Israel.
Garfinkel disse que sua equipe achou objetos de culto tipicamente usados pelos judeus, os súditos do Rei Davi, e não viu nenhum vestígio de restos de porco. As regras de dietas judaicas proíbem a carne de porco. Indícios como estes, segundo ele, são “evidências inequívocas” que Davi e seus descendentes governaram o local.
Os críticos disseram que o lugar poderia ter pertencido a outros reinos da região. O consenso entre a maioria dos estudiosos é que nenhuma prova física definitiva da existência do Rei Davi foi encontrada.
Segundo matéria do Globo, a própria arqueologia bíblica é controversa. Os israelenses usam, com frequência, achados arqueológicos para dar força às reivindicações sobre terras que também são reivindicadas pelos palestinos, como a Cidade Antiga de Jerusalém. Apesar da extensa evidência arqueológica, por exemplo, os palestinos negam que os templos judaicos bíblicos dominaram o topo da colina onde a Mesquita de al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, está hoje. Em geral, os pesquisadores ficaram divididos sobre se as histórias bíblicas podem ser validadas por restos físicos.
Essa não é a primeira vez em que escavações indicam a descoberta de um palácio do Rei Davi. Em 2005, a arqueóloga israelense Eilat Mazar afirmou ter encontrado os restos do palácio do rei em Jerusalém, que remontariam ao século 10 A.C, quando o Rei Davi teria reinado. A alegação dela foi encarada com ceticismo, inclusive do próprio Garfinkel.
Usando datação por carbono, os arqueólogos viram que a construção do lugar foi realizada também naquela época. Garfinkel disse que a equipe também achou um depósito de quase 15 metros, indicando que se tratava de um ambiente real usado para cobrar impostos do resto do reino.
Garfinkel acredita que o Rei Davi viveu permanentemente em Jerusalém, em um local ainda não descoberto. Ele só visitava Khirbet Qeiyafa ou outros palácios por períodos curtos. O arqueólogo disse que a localização do lugar numa colina indica que governante procurou um ambiente seguro bem acima do solo durante a era violenta de frequentes conflitos entre as cidades.
O arqueólogo Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, concordou que Khirbet Qeiyafa é um lugar “elaborado” e “bem fortificado” do século 10 A.C, mas acrescentou que poderia ter sido construído pelos filisteus, cananeus e outros povos da região. Ele disse que não é possível verificar quem construiu o local sem encontrar um monumento detalhando as realizações do rei. Na semana passada, por exemplo, arqueólogos de Israel acharam pedaços de uma esfinge carregando o nome do faraó egípcio que reinou quando a estátua foi esculpida.
Garfinkel insistiu que críticos como Finkelstein estão se baseando em teorias ultrapassadas. “Acho que outras pessoas possuem uma teoria que não se sustenta, e nós temos informações atualizadas”, disse.
Fonte: Globo

                                 O Templo de Davi em Jerusalém


O arqueólogo Randall Price comenta que referente à tomada da cidade de Jerusalém das mãos dos jebuseus (II Sm. 5:7-25) pelo Rei Davi já foram celebrados pelos Judeus mais de 3.000 aniversários. Dentro dessa conjuntura importantíssima fazem-se necessárias evidências, além de paleográficas, arqueológicas e parece que tais evidências estão sendo achadas.
O Jornal Folha de São Paulo, na sua edição de Sábado (06/08/05), traz a notícia do possível achado do Palácio do Rei Davi em Jerusalém, relata o seguinte à matéria: “Uma arqueóloga israelense diz ter descoberto em Jerusalém Oriental o lendário palácio do rei bíblico Davi… A descoberta é rara e importante: um grande edifício público do século 10 a.C., junto com fragmentos de cerâmica da época de Davi e Salomão e um sinete (usado para carimbar documentos) que pertenceu a um funcionário mencionado no livro do profeta Jeremias.
A descoberta provavelmente vai se tornar mais um argumento numa das maiores controvérsias da arqueologia bíblica… Baseada na Bíblia e em um século de arqueologia no local, Mazar, 48, especulou que uma famosa escadaria com degraus de pedra escavada antes era parte da fortaleza que Davi conquistou… Seu palácio ficaria depois do perímetro original dos muros da cidade, no caminho para a Esplanada do Templo, edificado por seu filho, Salomão… Afirma ela – ´Quando os filisteus (grandes inimigos dos israelitas) vinham lutar, a Bíblia diz que Davi descia de sua casa para a fortaleza… Fiquei pensando: descia de onde? Então imaginei que talvez houvesse algo aqui (em Jerusalém Oriental)’… Mazar acredita ter achado a resposta: um grande edifício público, com pelo menos alguma cerâmica da época, e um sinete governamental de Jeucal, filho de Selemias, mencionados no livro de Jeremias.
O prédio pode ser razoavelmente datado com a cerâmica achada ainda debaixo dele. Sob o Palácio encontrou fragmentos dos séculos 12 a.C. ou 11 a.C., pouco antes da conquista da cidade por Davi. Acima estavam as fundações de um edifício monumental, com pedras grandes usadas para fazer muros de 1,8 m de espessura. Num canto havia cerâmica dos séculos 10 ao 9 a.C., mais ou menos da época do reino unido de Israel”.
A pessoa do Rei Davi agiganta-se nas páginas do Antigo e Novo Testamentos, sendo mencionada cerca de 1.048 vezes. No AT ele é o assunto primário de 62 capítulo e o autor de 73 salmos. No NT, figura proeminentemente em ambos os lados da genealogia de Jesus e no lugar onde nasceu (Mt. 1:1,6,17,20; Lc. 2:4,11; 3:31), mostrando sua relevância para a historiografia bíblica. Os atuais achados só vêm corroborar mais uma vez com provas factuais já atestadas pelas provas paleográficas. Apesar de alguns quererem usar a falta de evidências para provar alguma contradição da Bíblia, o tempo e as pesquisas sempre advogam favoráveis à Escritura Sagrada.Fonte de pesquisa:O Jornal Folha de São Paulo, na sua edição de Sábado (06/08/05)


                 Governo israelense financia construção do Templo


O Estado de Israel tem financiado uma importante quantidade de dinheiro para organizações sem fins lucrativo, cujo principal objetivo é construir o Terceiro Templo, uma nova versão do Templo de Salomão, no espaço hoje conhecido como  o Monte do Templo, terceiro lugar mais sagrado para o Islã.
De acordo com um relatório publicando no ultimo domingo pela Rádio do Exército, somente no ano passado o Ministério da Educação e Ministério da Cultura e do Desporto, destinaram mais de 400 mil shekels (cerca de 84 mil euros) a uma organização conhecida como “El Instituto del Templo” (O Instituto do Templo).
“O Instituto se dedica em todos os aspectos do mandamento bíblico para a construção do Santo Templo de Deus, no monte Moriá, situado pela tradição rabínica, no Monte do Templo ou Explanada das Mesquitas, em Jerusalém”, disse o grupo em seu web site.
“Em curto prazo, nosso objeto é reacender a chama do Templo Sagrado nos corações da humanidade através da educação. Em longo prazo, nosso objetivo é fazer tudo o que esta dentro de nossa limitada capacidade para encorajar a construção do Templo Sagrado em nosso tempo.”, acrescenta.
Em seu site (http://www.templeinstitute.org/) pode ser visto com relativa facilidade os planos do projeto para o novo templo em fotografias reais sobre a Cúpula da Rocha. Nos planos são apagadas também a Mesquita de Al Aqsa.
Além disso, segundo a Rádio do Exercito, as autoridades teriam permitido as mulheres prestar o Serviço Social Substituto nesta organização trabalhando sem remuneração como guias para visitas turísticas no Muro das Lamentações, o único remanescente do antigo Templo de Salomão e a Explanada das Mesquitas. Essas mulheres também visitam escolas e creches infantis em todo o país para dar palestras sobre os programas educacionais do instituto. - cbnExtraído do Portal Padom em 09/08/2013

                                            A Tumba de Jesus?


Nessa última segunda, um cineasta americano de nome James Cameron apresentou artefatos que, segundo ele, podem ter vindo da tumba de Jesus.Nesta, haveria também os restos mortais de Maria Madalena e do filho deles, Judá (fonte: O Globo). Como se trata de algo que vai de encontro à essência da fé cristã, pois o cristianismo é uma religião estribada na história, especialmente alicerçada no fato da ressurreição de Cristo, penso que a tentativa de destruir a fé cristã, feita por este cineasta e sua equipe, demanda uma resposta. Permita-me expressar em poucas palavras o meu ponto de vista sobre o assunto.
A facilidade com que estes homens foram levados a crer é espantosa. Sim, porque há fé no que eles estão dizendo. Eles crêem em Cristo. Só que num Cristo que não venceu o maior inimigo da humanidade, que se chama morte. Eu mesmo, para me tornar cristão, tive que contar com uma sorte muito maior de evidências do que eles. Se os critérios que eles estão usando para descrer fossem usados por eles para, de um modo imparcial, avaliar os argumentos do cristianismo quanto a sua confiabilidade histórica, há muito estes homens teriam se tornado cristãos.
Ora, com base nos achados desta tumba eles chegaram a seguinte conclusão: os nomes que aparecem nos ossuários correspondem exatamente aos personagens históricos descritos na Bíblia. Este cineasta, num passo gigantesco de fé sem vínculo algum com a razão, afirma que há indícios de que ali encontram-se os ossos de Cristo, Maria, José, Maria Madalena e um certo Judá.
Ora, há formas diferentes de conhecimento que exigem metodologias diferentes de aferição da verdade. Uma espécie de verdade é a que conheço mediante uma análise feita num tubo de ensaio. Outra se relaciona ao que só pode ser conhecido mediante ao raciocínio puro – as chamadas verdades da metafísica. Uma categoria diferente de verdade é a de natureza histórica.
Esta exige a presença de evidência histórica. Os fatos históricos devem estar bem atestados.Bom, tudo o que precisamos saber quanto ao que foi dito é: como saber que os nomes (comuníssimos na cultura judaica dos dias de Jesus) correspondem aos nomes mencionados no Novo Testamento? Qual a evidência de que a família de Jesus, que morava no norte de Israel, na cidade de Nazaré, desceu para Jerusalém onde foi “achada” enterrada? Com base em que podemos negar a credibilidade dos depoimentos das testemunhas oculares da morte e ressurreição de Cristo, conforme o relato dos documentos históricos do Novo Testamento? Como a história da ressurreição surgiu, se espalhou e levou suas testemunhas a darem a vida pela sua mensagem? Sabemos que pessoas podem dar a vida por uma mentira, por pensarem que não estão enganadas.
Mas, dar a vida por uma mentira sabendo que é mentira? Eles diziam que tinham visto Cristo ressurgir dentre os mortos e tocado no seu corpo. Este é o tipo de coisa acerca da qual não dá para se enganar, especialmente quando se trata do testemunho de várias pessoas. Isto posto, pediria que você considerasse os seguintes pontos:
1. Todo aquele que com base na linha de argumentação desses homens crê que Jesus foi um personagem da história, e que seus ossos foram encontrados naquela tumba, será forçado por uma questão de honestidade intelectual, a considerar os argumentos cristãos quanto à historicidade de Cristo e da sua ressurreição. Estes homens estão crendo (ou descrendo) com base em dados que jamais seriam suficientes para levar uma pessoa inteligente à fé (ou à descrença). Eu jamais acreditaria em alguma coisa que viesse acompanhada de bases intelectuais tão frágeis.
2. Por que toda esta tentativa recente de desconstruir o cristianismo? Será que a natureza da sua mensagem não é a causa de tanto desejo de destruí-lo? Não se tem dado o tratamento que é dado a Cristo a outros personagens da história. Somente uma forte pressão inconsciente para nos fazer negar o que é ensinado pelo cristianismo. Reconheço que, para os de nossa raça, é difícil conviver com declarações do tipo: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”; “Vós que sois maus”; Dá a quem te pede”; “Amarás ao Senhor teu Deus de todo coração”; “Arrependei-vos”; “Reconcilia-te com teu irmão”; “Quem olhar para uma mulher com intenção impura no seu coração já adulterou com ela”. Certamente, se Cristo corroborasse nossas taras não seria tão irracionalmente atacado.

3. Destruir essa história de amor revelada pelo evangelho em nome de fama, dinheiro e liberdade para pecar é arrancar da vida aquilo que neste mundo de velhice, doença, dor, miséria e morte pode nos dar esperança.
Em todas as religiões o homem é levado a conduzir suas ofertas à divindade a fim de comprar o seu favor. Muitas vezes para negociar com o seu deus o homem chegou até mesmo ao ponto de oferecer um filho em sacrifício.
O cristianismo é a única religião na qual o ofertante não é o homem e sim o Criador. Um Deus que traz nos seus braços o corpo ensangüentado do seu Filho, a fim do homem poder se reconciliar com aquele contra quem pecou tão gravemente. Não há história de amor mais bela. A prova da sua origem divina é a sua excelência. Ela supera tudo o que os seres humanos têm falado em termos de religião. Se há um caminho que reconduz o ser humano ao seu Criador só pode ser esse, em razão da sua beleza.
Um ser malvado como o homem jamais conseguiria construir um conceito tão apaixonante de Deus. Sua culpa não permitiria crer num Deus que em vez de exigir o sangue do homem para satisfazer sua justiça, exigisse o sangue do Seu próprio Filho. Sua maldade não o conduziria a conceber um Ser moralmente tão belo e para cujo encanto moral não há paralelo nas relações humanas.
 Seu orgulho não o levaria a admitir que seus pecados não podem ser apagados pelo homem, e por isso exigiram preço tão alto a ser pago pelo próprio Deus. Em Cristo, Deus desvia sua ira do homem e a traz para si mesmo. Quem não vê beleza nessa mensagem, prova que está cego. Sua própria incapacidade de sentir deleite nesta declaração do amor Divino, testemunha da sua maldade: “Os limpos de coração verão a Deus”.
4. Os cristãos não crêem mediante um salto de fé cego. Sua fé está alicerçada na história. O que ocorreu há dois mil anos na Palestina foi registrado por testemunhas oculares, que pregavam contra a mentira, odiavam o engano e trouxeram ao mundo um sistema de valores morais excelente sob todos os aspectos. Essas mesmas testemunhas registraram o que viram e ouviram nas páginas de um conjunto de livros chamado de Novo Testamento.
Leia-o. Seja coerente. Você não leu a reportagem que procura lançar nuvem de dúvida sobre tudo isso? Comece pelos evangelhos. Um dos seus autores diz: “Visto que muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram o que desde o princípio foram deles testemunhas oculares, e ministros da palavra, igualmente a mim me pareceu bem, depois de acurada investigação de tudo desde sua origem, dar-te por escrito, excelentíssimo Teófilo, uma exposição em ordem, para que tenhas plena certeza das verdades em que foste instruído” (Evangelho de Lucas, capítulo primeiro, versículos de um a quatro).
Nós, que seguimos a Cristo e disto não nos envergonhamos, cremos não apenas por causa das evidências históricas irrefutáveis do cristianismo, mas devido à formosura do Deus cristão, cujo amor supera tudo aquilo que poderíamos haver concebido. Essa beleza, porém, está oculta a todo aquele cujo coração está imundo pela maldade do seu ser e dos seus atos.
Embora ninguém se converta sem razões, ninguém se converte pela razão. Um coração inclinado para o mal é capaz de corromper todo julgamento racional. Não basta conhecer arqueologia para acreditar no Deus dos cristãos. Não há razão para a fé na vida daquele que em vez de estar interessado na verdade, está mais preocupado com a satisfação dos seus desejos egoístas. Este não precisa de um cérebro melhor, precisa de um melhor coração. Não carece tanto estudar arqueologia para ser levado à fé, mas sim conhecer o seu coração para se arrepender e crer. Isto pode acontecer mediante um encontro com Cristo, cujo corpo está à destra do Deus Todo-Poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos. Foi isso que Ele e seus amigos ensinaram.NOTAS(ANTONIO C. COSTA-PASTOR DA IGREJA PRESBITERIANA DA BARRA)


         Descoberta inscrição hebraica de 3 mil anos em Jerusalém.


Asa de jarro antigo traz a inscrito o nome masculino ‘Menachem’, que ainda hoje é comum entre os judeus.Arqueólogos em escavação no Monte das Oliveiras, em Jerusalém, descobriram uma asa de jarro de quase 3.000 anos que traz uma antiga inscrição hebraica, um achado significantemente mais antigo que a maioria dos artefatos descobertos na cidade antiga, disse um arqueólogo. A asa, da Idade do Ferro, está inscrita com o nome hebreu Menachem, que foi o nome de um rei israelita e ainda hoje é comum entre judeus.
A inscrição inclui ainda uma letra parcialmente intacta, o caractere hebraico lamed, que significa “para”. Isso sugere que a jarra foi um presente para alguém chamado Menachem, disse Ron Beeri, que dirige a escavação para a Autoridade de Antiguidades de Israel. Não há indício de que a inscrição se refira ao rei.
Esse mesmo nome e versões variantes já foi encontrado em cerâmica egípcia de até 3.500 anos atrás, e a Bíblia menciona Menachem Ben Gadi como um antigo rei de Israel. Mas esta é a primeira vez que um artefato com o nome é descoberto em Jerusalém, disse Beeri.“É importante porque mostra que eles realmente usavam o nome Menachem durante o período”, disse Beeri. “Não é só da Bíblia, é do registro arqueológico”.
Com base no estilo da inscrição, ele datou a asa de cerca de 900 a.C., no período do primeiro templo de Jerusalém.
O vasilhame a que a asa pertencia não foi resgatado, então é impossível dizer para que era usado, disse Beeri. Vasilhames semelhantes podiam conter produtos como óleo ou trigo.notas (AP/Notícias Cristãs)

 

                     Templo de 3.000 anos é encontrado na Jordania


Arqueólogos desenterraram na Jordânia um templo construído há 3.000 anos, na Idade do Ferro, com uma coleção de estatuetas de deuses antigos e vasos circulares de barro usados em rituais religiosos.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira por cientistas. O chefe do Departamento de Antiguidades da Jordânia, Ziad al-Saad, afirmou que o santuário é do século 8 a.C. e foi descoberto em Khirbat ‘Ataroz, próximo à cidade de Mabada, a aproximadamente 32 quilômetros da capital, Amã.Ele afirmou que o complexo possui uma sala principal que mede 36 metros quadrados, além de duas antecâmaras e de um pátio aberto.
De acordo com al-Saad, o santuário e seus artefatos –feitos de calcário e basalto ou esculpidos em barro e bronze– mostram os complexos rituais religiosos do antigo reino bíblico de Moab, na Jordânia.“Hoje nós temos a evidência material, a prova arqueológica do nível de desenvolvimento da tecnologia e da civilização daquele período”, afirmou.
Os moabitas, cujo reino se estendia pela costa montanhosa do Mar Morto, no território que hoje é a Jordânia, eram intimamente relacionados com os israelitas, embora os dois povos estivessem frequentemente em conflito. Em 582 a.C, os babilônios conquistaram o reino.Os arqueólogos também desenterraram cerca de 300 vasos, estatuetas de divindades e artefatos usados nos rituais do local. Al-Saad afirmou que é raro encontrar tantos itens da Idade do Ferro no mesmo sítio.
As escavações começaram em Khirbat ‘Ataroz em 2000, com a cooperação da Universidade de La Sierra, da Califórnia. A maioria dos objetos, no entanto, só foi descoberta nos últimos meses.Entre os itens expostos nesta quarta-feira, há uma estatueta do deus Hadad, assim como delicados vasos de barro usados nos rituais sagrados.Al-Saad afirmou que os objetos indicam que os moabitas adoravam vários deuses diferentes e que tinham um uso ritual dos templos altamente organizado.notas(Fonte: Folha de SP).

                      Encontrada prova de general citado na Bíblia

   
Com a exceção de reis antigos, é pouco freqüente encontrar provas da existência de personagens que aparecem na Bíblia [na verdade, há muitos achados que confirmam a existência de vários personagens bíblicos], mas um pesquisador encontrou, no Museu Britânico, vestígios do general babilônio Nebo-Sarsequim, citado no livro sagrado do cristianismo [e do judaísmo].
O especialista na civilização assíria Michael Jursa descobriu uma pequena tabuleta de argila na qual o general é citado, informou hoje o Museu Britânico. Segundo a Bíblia, ele tomou parte no ataque a Jerusalém.A tabuleta data de 595 a.C. e trata de uma oferenda de ouro apresentada por Sarsequim no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos deuses. O objeto, gravado com escrita cuneiforme, a mais antiga conhecida pelo homem, é anterior à destruição de Jerusalém pelo Império da Babilônia, em 587 a.C.
De acordo com o capítulo 39 do Livro de Jeremias, Sarsequim esteve ao lado de Nabucodonosor, o rei de Babilônia, no ataque a Jerusalém.Jursa, catedrático associado da Universidade de Viena, tem estudado tabuletas no Museu Britânico desde 1991. “Ler tabuletas babilônicas é, às vezes, muito trabalhoso, mas também muito gratificante”, disse o especialista, em comunicado divulgado pelo museu.
Atualmente, apenas alguns estudiosos no mundo todo são capazes de decifrar a escrita cuneiforme, utilizada no Oriente Médio entre 3.200 a.C. e o século II d.C.O Museu Britânico conta com mais de 100 mil tabuletas com inscrições, que são revisadas pelos especialistas.notas(Site do Terra)

   


           Arqueólogos descobrem antigo carimbo em Jerusalém


Arqueólogos israelenses disseram neste domingo ter descoberto um carimbo de argila de 2 mil anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, de Jerusalém, confirmando relatos escritos de rituais que eram realizados no templo sagrado judaico.
Mas o objeto do tamanho de um botão tem as palavras inscritas em aramaico “puro para Deus”, indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados.
“Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais”, disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.A entidade disse acreditar ser a primeira vez que tal selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritas em textos antigos.Fonte:

Arqueólogo encontra prova de existência de general babilônio citado na Bíblia

Com a exceção de reis antigos, é pouco freqüente encontrar provas da existência de personagens que aparecem na Bíblia, mas um pesquisador encontrou, no Museu Britânico, vestígios do general babilônio Nebo-Sarsequim, citado no livro sagrado do cristianismo.
O especialista na civilização assíria Michael Jursa descobriu uma pequena tabuleta de argila na qual o general é citado, informou hoje o Museu Britânico. Segundo a Bíblia, ele tomou parte no ataque a Jerusalém.A tabuleta data de 595 a.C. e trata de uma oferenda de ouro apresentada por Sarsequim no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos deuses.
O objeto, gravado com escrita cuneiforme, a mais antiga conhecida pelo homem, é anterior à destruição de Jerusalém pelo Império da Babilônia, em 587 a.C.De acordo com o capítulo 39 do Livro de Jeremias, Sarsequim esteve ao lado de Nabucodonosor, o rei de Babilônia, no ataque a Jerusalém.
Jursa, catedrático associado da Universidade de Viena, tem estudado tabuletas no Museu Britânico desde 1991.“Ler tabuletas babilônicas é, às vezes, muito trabalhoso, mas também muito gratificante”, disse hoje o especialista, em comunicado divulgado pelo museu.
Atualmente, apenas alguns estudiosos no mundo todo são capazes de decifrar a escrita cuneiforme, utilizada no Oriente Médio entre 3.200 a.C. e o século II d.C..
O Museu Britânico conta com mais de 100 mil tabuletas com inscrições, que são revisadas pelos especialista

                Arqueólogos encontram palácio da rainha de Sabá


Arqueólogos alemães encontraram os restos do palácio da lendária rainha de Sabá na localidade de Axum, na Etiópia, e revelaram assim um dos maiores mistérios da Antigüidade, segundo anunciou a Universidade de Hamburgo. “Um grupo de cientistas sob direção do professor Helmut Ziegert encontrou durante uma pesquisa de campo realizada nesta primavera européia o palácio da rainha de Sabá, datado do século X antes de nossa era, em Axum-Dungur”, destaca o comunicado da universidade.
A nota diz que “nesse palácio pode ter ficado durante um tempo a Arca da Aliança”, onde, segundo fontes históricas e religiosas, foram guardadas as tábuas com os Dez Mandamentos, que Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai. Os restos da casa da rainha de Sabá foram achados sob o palácio de um rei cristão.
“As investigações revelaram que o primeiro palácio da rainha de Sabá foi transferido pouco após sua construção, e levantado de novo orientado para a estrela Sirius”, dizem os cientistas. Os arqueólogos acreditam que Menelik I, rei da Etiópia e filho da rainha de Sabá e do rei Salomão, foi quem mandou construir o palácio em seu lugar definitivo.
Os arqueólogos alemães disseram que havia um altar no palácio, onde provavelmente ficou a Arca da Aliança, que, segundo a tradição, era um cofre de madeira de acácia recoberto de ouro.As várias oferendas que os cientistas alemães encontraram no lugar onde provavelmente ficava o altar foram interpretadas pelos pesquisadores como um claro sinal de que a relevância especial do lugar foi transmitida ao longo dos séculos.
A equipe do professor Ziegert estuda desde 1999, em Axum, a história do início do reino da Etiópia e da Igreja Ortodoxa Etíope.“Os resultados atuais indicam que, com a Arca da Aliança e o judaísmo, chegou à Etiópia o culto a Sothis, que foi mantido até o século VI de nossa era”, afirmam os arqueólogos.
O culto, relacionado à deusa egípcia Sopdet e à estrela Sirius, trazia a mensagem de que “todos os edifícios de culto fossem orientados para o nascimento da constelação”, explica a nota.O comunicado também diz que “os restos achados de sacrifícios de vacas também são uma característica” do culto a Sirius praticado pelos descendentes da rainha de Sabá.notas(G1 Notícias)Colaboração: Jônathas Melo)

                                Qual era a população de Bete-Semes?


1 SAMUEL 6.19 – Como Bete-Semes poderia ter uma população superior a 50.000 homens?PROBLEMA.Depois que o povo da cidade de Bete-Semes recebeu a arca da aliança, alguns cidadãos desprezaram o fato de que a arca era sagrada e olharam o seu interior. O texto diz: “E o Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porquanto olharam para dentro da arca do Senhor; feriu do povo cinqüenta mil e setenta homens” (SBTB). Entretanto, uma população de mais de 50.000 pessoas parece ser muito grande para uma comunidade como aquela.

SOLUÇÃO.Em primeiro lugar, este é muito provavelmente o caso de erro de transcrição feito por um escriba. A numeração na língua hebraica normalmente segue um certo padrão, pelo qual o número maior é escrito em primeiro lugar, vindo em seguida o menor. A forma usual de escrever tal número em hebraico seria “cinqüenta mil homens e setenta homens”. Entretanto, neste caso, os números aparecem de forma invertida. Na realidade o texto diz: “setenta homens cinqüenta mil homens”. Além disso, as designações numéricas quase sempre são ligadas pela conjunção “e”, de forma que a redação normal seria: “cinqüenta mil homens e setenta homens”. Também neste ponto a passagem foge da maneira usual por omitir o “e”. Tais razões têm levado muitos a suspeitarem de que o texto foi inadvertidamente alterado por erro de cópia.
Em segundo lugar, é também admissível que se tenha ficado apenas com explicações para o tamanho do grupo de pessoas e que simplesmente se tenha deixado de fazer uma investigação mais acurada até o presente. Pode ser que alguma escavação arqueológica venha a dar evidências que expliquem por que havia de fato uma população tão grande lá, ou pelo menos envolvida com o juízo de Bete-Semes. Embora uma população superior a 50.000 pessoas possa parecer elevada para uma comunidade como a de Bete-Semes, tal população não é de todo incomum no mundo antigo para cidades maiores. Este grande número pode ainda vir a ser justificado de alguma maneira.Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.

                     Templo de elite judaica se tornará museu


Antigo templo da elite judaica se tornará museu em 2015 com dinheiro alemão.
“Não é muito, mas a simbologia do financiamento alemão é enorme”, diz o médico oncologista Sergio Simon, 64, com o rosto amarelado pela luz que atravessa o vitral dos anos 1920.
O entulho e a poeira enganam, mas estamos no salão da antiga Sinagoga Beth-El, na rua Martinho Prado (centro), por onde circularam, até a década de 1990, algumas das famílias judias mais importantes do país.Em 2004, já esvaziado, o edifício foi cedido em comodato para a construção do Museu Judaico de São Paulo –do qual doutor Simon é o presidente. A obra ficaria pronta neste ano.
“Mas faltou grana”, diz o médico.Ao que parece, ela chegou. Após quatro meses de paralisação, o restauro e a ampliação do prédio vão contar com dinheiro do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha.
Além dessa verba (“sigilosa, para não melar a negociação”), o museu já arrecadou quase um terço dos R$ 34 milhões previstos para a reforma, que incluirá novas áreas de exposições, estudos, biblioteca e café.As obras recomeçaram –e a previsão para a reinauguração é 2015.

PASSADO.“A elite se casava aqui. Os mais pobres, no Bom Retiro”, diz Simon, por cujo consultório já passaram figuras como Hebe Camargo (1929-2012) e “poderosos que preferem anonimato”.Por décadas, famílias abastadas –como a do ex-ministro Celso Lafer, do barão da celulose Max Feffer e do empresário varejista Celso Goldfarb– frequentaram a sinagoga.
Ali, cumpriram alguns de seus principais rituais religiosos: circuncisão (em hebraico, “brit milá”), maioridade religiosa (“bar-mitzvá”), casamentos e rezas fúnebres (“yskor”).
O costume judeu era seguido à risca. Os homens reuniam-se no salão principal do templo, em frente ao altar de madeira talhada (ainda preservado), enquanto as mulheres acompanhavam as cerimônias do mezanino.
“Dessa forma”, explica o doutor, “as pessoas não ficariam tentadas e manteriam o foco na pregação”
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PRESENTE E FUTURO.Com mais de 5.000 peças, o acervo já reúne joias, mobília e utensílios domésticos, todos guardados em cofres.
“Mas as obras importantes são as baratinhas e históricas, como os talheres usados em Auschwitz [principal campo de concentração nazista].”Há também um caderninho escrito por uma menina de 14 anos, que narra a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “Lembra o diário de Anne Frank”, diz Dodi Chansky, secretária do museu.
Em seu memorial do Holocausto, a curadoria partirá de uma perspectiva tupiniquim. “Muitos nazistas importantes vieram para o Brasil no governo Vargas. Ele fechou os olhos para isso”, diz Simon. “E nós vamos contar.”Ele garante que o novo espaço não será um “museu de horrores”.“A comunidade judaica sempre foi muito fechada. E nós queremos justamente o contrário: reunir paulistanos e visitantes de todas as crenças para aprenderem mais sobre a história de todos nós.”

                    Inscrição ajuda a confirmar reinos de Davi e Salomão


Um professor da Universidade de Haifa (Israel) afirma que uma inscrição em um jarro de barro descoberto em Jerusalém pode provar a existência dos reinos bíblicos de Davi e Salomão. O objeto, de quase três mil anos, foi encontrado em julho e é o mais antigo texto alfabético já achado na cidade histórica. “Estamos falando de reis verdadeiros, e os reinos de Davi e Salomão foram um fato real”, diz Gershon Galil. O debate entre os cientistas sobre o significado da inscrição ainda é muito grande, mas o professor afirma oferecer “a única tradução sensata” para o texto e ressalta que apenas a existência do objeto já é considerada importante. “A coisa mais importante é que (o jarro) nos conta que alguém naquele período sabia como escrever alguma coisa”, diz. Uma das dificuldades da tradução é que três letras do objeto estão incompletas. Galil as traduz como “yah-yin chah-lak”, o que em hebraico significa “vinho inferior”.

A parte mais importante, contudo, é o primeiro trecho do texto, que indicaria o 20º ou 30º ano do reino de Salomão. A inscrição, afirma o professor, está em uma forma inicial do hebraico do sul, pois é a única língua a usar dois yods (letras hebraicas) para a palavra “vinho”. Ele especula que o “vinho inferior” seria dado para trabalhadores que construíam a cidade de Jerusalém.

Se o hebraico como língua escrita era utilizado no período da inscrição no local, isso indica que os israelitas chegaram a Jerusalém antes do que se acreditava anteriormente e isso os colocaria em um tempo que a Bíblia indica que Salomão reinou. Galil acredita agora que novos indícios serão achados sobre os reinos bíblicos.

                                        A Cidade de Davi


Muitas descobertas arqueológicas têm sido feitas por mero acaso, durante a realização de obras públicas. Recentemente, em Jaffa (antiga Jope), por exemplo, quando a cidade reformava uma de suas avenidas, foram encontradas ruínas dos tempos dos Cruzados. A reforma está agora parada, enquanto os arqueólogos escavam e documentam o que foi achado. Curiosamente, obras públicas que não foram feitas também têm propiciado importantes descobertas arqueológicas. É o que está acontecendo hoje em Jerusalém.

Conta-se que, no começo do Século 16, o sultão Suleiman teve um sonho que o deixou grandemente impressionado. Ele viu os muros de Jerusalém caídos e sentiu-se chamado a reerguê-los, sob risco, se não o fizesse, de ser queimado no inferno! Supersticioso como era, o sultão não quis correr riscos e, sem jamais ter ido a Jerusalém, ordenou que seus muros fossem reconstruídos. As obras começaram em 1537 e foram concluídas em 1541 (portanto, pouco tempo depois do descobrimento do Brasil). Quem visita Israel pode, ainda hoje, ver esses imponentes muros e seus majestosos portais circundando a velha Jerusalém.

Uma parte da cidade, porém, ficou do lado de fora dos muros! Talvez tenha sido por erro dos arquitetos ou, talvez, por ganância, pois, fazendo um muro menor, sobraria algum dinheiro para eles. O fato é que, irado com isso, o sultão ordenou a morte dos construtores.

Mas, se Suleiman não gostou da história, os arqueólogos, hoje, estão gostando muito! Isso porque eles estão descobrindo coisas muito importantes do lado de fora que, se estivessem dentro dos muros, não poderiam ser escavadas. Afinal, Jerusalém é uma cidade sagrada para várias religiões e, além disso, é toda ocupada. Mesmo sabendo que a cidade certamente se assenta sobre tesouros históricos de valor incalculável, é quase impossível escavar dentro dos muros.

E, sabe o que os engenheiros do sultão deixaram do lado de fora dos muros? Justamente a área onde o rei Davi construíra seu palácio! A Bíblia diz que “habitou Davi na fortaleza e lhe chamou a Cidade de Davi; foi edificando em redor, desde Milo e para dentro.... Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e pedreiros, que edificaram uma casa a Davi” (II Samuel 5:9 e 11). Essa área, atualmente, está sendo escavada pelos arqueólogos. Estamos ansiosos para saber o que eles descobrirão ali!(atigo Jorge F.)
                      A historicidade confiável do livro de Daniel

Há pelo menos três bons motivos para acreditarmos que o livro de Daniel é confiável do ponto de vista histórico e que de fato foi escrito no 6º século antes de Cristo:
1) A arqueologia tem reconstruído as informações históricas do livro de Daniel.
 

1. Toda a história desse profeta hebreu se passa na cidade de Babilônia. Os críticos da Bíblia afirmavam que se Babilônia realmente houvesse existido, não passaria de um pequeno clã. A arqueologia demonstrou o oposto. Os resultados dos estudos do arqueólogo alemão Robert Koldewey, feitos entre 1899 e 1917, provaram que Babilônia era um grande centro econômico e político no Antigo Oriente Médio na metade do 1º milênio a.C. (600 a.C.).

2. Outro ponto de questionamento era sobre a existência ou não de Nabucodonosor, rei de Babilônia na época do profeta Daniel. Mais uma vez a arqueologia resolveu a questão trazendo à luz muitos tabletes que foram encontrados nas ruínas escavadas por Koldewey com o nome Nabu-Kudurru-Usur, ou seja, Nabucodonosor! Não é incrível como um tablete de 2.600 anos consegue esmiuçar teorias fundamentadas no silêncio?

3. Assim como a opinião dos críticos teve que ser radicalmente mudada a respeito de Babilônia e de Nabucodonosor, o mesmo aconteceu com Belsazar, o último rei da Babilônia. Críticos modernos não concordavam com essa informação. Novamente a arqueologia refutou essa opinião. Vários tabletes cuneiformes confirmam que Nabonido, o último rei de Babilônia, deixou seu filho Bel-Shar-Usur (Belsazar) cuidando do Império enquanto ele estava em Temã, na Arábia. Você pode confirmar em Daniel 5:7 que Belsazar ofereceu para Daniel o terceiro lugar no reino, já que o pai, Nabonido, era o primeiro e ele, Belsazar, o segundo.
 

4. Até os amigos de Daniel estão documentados nos tabletes cuneiformes da antiga Babilônia. Foi descoberto um prisma de argila, publicado em 1931, contendo o nome dos oficiais de Nabucodonosor. Três nomes nos interessam: Hanunu (Hananias), Ardi-Nabu (Abed Nego) e Mushallim-Marduk (Mesaque). Incrível! Os mesmos nomes dos companheiros de Daniel mencionados nos capítulos 1, 2 e 3 de seu livro! Um grande defensor dessa associação é o adventista e especialista em estudos orientais William Shea, em seu artigo: “Daniel 3: Extra-biblical texts and the convocation on the plain of Dura”,
 AUSS 20:1 [Spring, 1982] 29-52. Hoje esse artefato encontra-se no Museu de Istambul, na Turquia. 

As informações históricas do livro de Daniel são confirmadas pela arqueologia bíblica.
2) Por muitos anos os defensores da composição do livro de Daniel no 2º século a.C. se valeram das palavras gregas do capítulo 3 para “confirmar” a autoria da obra no período helenístico. Essa opinião apresenta dois problemas sérios:
 

a) Há ampla documentação do relacionamento entre os gregos e os impérios da Mesopotâmia antes mesmo do 6º século a.C. Nos registros do rei assírio Sargão II, por exemplo, fala-se sobre cativos da região da Macedônia (Cicília, Lídia, Ionia e Chipre). Se os judeus em Babilônia eram solicitados para tocar canções judaicas (Salmo 137:3), por que não imaginar o mesmo com os gregos? Um poeta grego chamado Alcaeus de Lesbos (600 a.C.) menciona que seu irmão Antimenidas estava servindo no exército de Babilônia. Logo, não nos deve causar espanto algum o fato de termos na orquestra babilônica instrumentos gregos.

b) Se o livro de Daniel foi escrito durante o período de dominação grega sobre os judeus, por que há
 apenas três palavras gregas ao longo de todo o livro? Por que não há costumes helenísticos em nenhum dos incidentes do livro numa época em que os judeus eram fortemente influenciados pelos filósofos da Grécia? Esse fato parece negar uma data no 2º século a.C.

Resumindo: o fato de existirem palavras gregas no terceiro capítulo de Daniel não prova sua composição no 2º século a.C., pelo contrário, intercâmbio cultural entre Babilônia e Grécia era comum antes mesmo do 6º século a.C.
 

3) Daniel foi escrito em dois idiomas: hebraico (1:1-2:4 e 8:1-12:13) e aramaico (2:4b-7:28).
 

Diversos nomes no estudo do aramaico bíblico (Kenneth Kitchen, Gleason Archer Jr, Franz Rosenthal, por exemplo) afirmam que o aramaico usado por Daniel difere em muito do aramaico utilizado nos Manuscritos do Mar Morto que datam do 2º século a.C. Para Archer Jr., a morfologia, o vocabulário e a sintaxe do aramaico do livro de Daniel são bem mais antigos do que os textos encontrados no deserto da Judéia. Não só isso, mas que o tipo da língua que Daniel utilizou para escrever era o mesmo utilizado nas “cortes” por volta do 7º século a.C.
 

Resumindo: o aramaico utilizado por Daniel corresponde justamente àquele utilizado em meados no 6º século a.C. nas cortes reais.

Qual a relevância dessas informações para um leitor da Bíblia no século 21? Gostaria de destacar dois pontos para responder esta questão:

1) Como foi demonstrado acima, Daniel escreveu seu livro muito antes do cumprimento de suas profecias. Logo, isso nos mostra a Soberania e Autoridade de Deus sobre a história da civilização. Se Deus é capaz de comandar o futuro, Ele é a única resposta para os problemas da humanidade.

2) A inspiração das Escrituras. O livro de Daniel se mostrou confiável no ponto de vista histórico e, consequentemente, profético. Essa é a realidade com toda a Bíblia, que graças a descobertas de cidades, personagens e inscrições, mostra-se verdadeira para o ser humano.
 

O livro de Daniel, longe de ser uma fraude, é um relato fidedigno. Ao escavarmos profundamente as Escrituras e estudarmos a História, podemos perceber que a Bíblia é um documento histórico confiável.artigo(Luiz G. A)
 
                                        Os manuscritos do mar Morto

Durante toda a Idade Média, por interesses principalmente políticos e econômicos, a Igreja foi aos poucos agasalhando em seu seio doutrinas e costumes absolutamente contrários ao espírito e ensinos de Jesus e dos apóstolos. Por essa razão, muitas pessoas passaram a temer que a Bíblia também tivesse sofrido alterações significativas. O receio era de que o texto do Antigo Testamento que temos hoje não fosse exatamente aquele no qual Jesus e os apóstolos basearam todos os seus ensinos; que não fosse mais a “Palavra de Deus” como originalmente havia sido escrita. Felizmente, a Arqueologia praticamente acabou com essa dúvida. E tudo graças a um menino!

Em 1947, vasculhando as cavernas do extremamente árido e inóspito lado ocidental do Mar Morto, em busca de uma ovelha perdida, um garoto beduíno encontrou grandes vasos de barro que continham antigos manuscritos escondidos ali. A partir de então, outros beduínos e arqueólogos encontraram, em onze cavernas da região, mais de 800 diferentes manuscritos, incluindo todos os livros do Antigo Testamento, com exceção dos livros de Ester e Neemias. De alguns livros da Bíblia foram encontrados apenas fragmentos; em outros casos, a maior parte do texto foi recuperada. O livro do profeta Isaías foi encontrado praticamente inteiro!

Apenas um dos rolos havia sido escrito em finas folhas de cobre. Todos os demais foram escritos em pergaminho (pele de animal especialmente preparada para essa finalidade). Assim, por terem utilizado material orgânico, esses livros bíblicos puderam ser submetidos ao processo de datação conhecido como Carbono 14. Outro método utilizado para determinar a época em que foram escritos foi a análise paleográfica (análise da forma da escrita, que em cada época tem características típicas). Surpreendentemente, constatou-se que os manuscritos haviam sido produzidos entre o século II a.C. e o século I d.C. – portanto, em dias anteriores e contemporâneos a Jesus! Judeus zelosos dessa época, provavelmente para salvar os livros sagrados de algum perigo iminente, devem tê-los escondido nas remotas e quase inacessíveis cavernas do Mar Morto. E – maior surpresa ainda! – quando comparados, constatou-se que os livros do Antigo Testamento que temos hoje são essencialmente idênticos aos textos que existiam nos dias de Jesus!

Jesus certa vez disse: “Vós examinais as Escrituras porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim” (João 5:39). Como é confortador saber que as Escrituras que temos hoje em nossas mãos são aquelas mesmas que Jesus lia e ensinava!(Jorge F.)

               Arqueologia desvenda mistérios da Bíblia


As descobertas que mais causaram benefícios para os estudantes da Bíblia foram, sem dúvida, as dos rolos do Mar Morto. Esse achado confirmou a crença de que os escritos da Bíblia são exatos, conforme foram copiados através dos séculos, a partir de uma época anterior ao nascimento de Cristo. Outras descobertas nos ensinam a respeito de costumes nos tempos bíblicos. Alguns nomes específicos e doutrinas mencionados na Bíblia, também foram identificados por meio dessas pesquisas.

Os rolos do Mar Morto que estão completos já foram publicados, como os dois com os manuscritos do profeta Isaías e parte de todos os livros do Antigo Testamento, excetuando-se o de Ester. A única porção ainda não publicada é composta de fragmentos de textos, que são difíceis de serem interpretados. Os eruditos estão idosos e muitas pessoas ficam aborrecidas porque o trabalho de interpretação tem sido vagaroso. Porém, esses fragmentos estão sendo transferidos para profissionais mais jovens, e esperamos que nos próximos anos todos eles sejam publicados. Existe a expectativa de que os resultados trarão novidades animadoras.
 

Os mais antigos manuscritos, os do Antigo Testamento, são do III século a.C. Os do Novo Testamento datam do II século d.C. Não há diferenças teológicas ou históricas entre os antigos textos e a Bíblia atual. Eles se correspondem exatamente.

                                  Descanso do coração

Possivelmente, o início da civilização ocorreu cinco mil anos atrás, quando começou a urbanização, a especialização de certos trabalhos e a invenção da escrita. Nos escritos dos sumérios, povo que viveu há cinco mil anos, a palavra "sábado" se relaciona com o "sábado de descanso". No caso deles, isso se refere a um dia de descanso semanal. Na língua do sumérios, sábado significa "o descanso do coração". A cada sete dias eles tinham um dia do mal, que não chamavam de sábado.

Os eruditos dizem que o sábado foi trazido pelos israelitas do cativeiro na Babilônia, mas há evidências arqueológicas de que os judeus guardavam o sábado na Palestina antes desse cativeiro. Conforme já disse, na Mesopotâmia, em tempos primitivos, a palavra sábado existia e havia certos dias em seqüência de sete, relacionados com o mês e não com semanas. Isso sugere que existiam sábados de uma forma parecida com o sábado hebreu, mas não exatamente iguais.
 

O número sete era muito popular nos países do Oriente Médio, mas os judeus foram os únicos que o mantiveram como um dia sagrado. Existem também evidências de que os cristãos continuaram observando o sábado até o terceiro e quarto séculos da Era Cristã. Hoje, embora existam diferenças nos calendários referentes aos anos ou meses, não há desentendimento em relação aos dias da semana.


                                 Dilúvio e Babel

Não temos os ossos para submeter a idade dos antediluvianos a qualquer tipo de análise. Acredito que realmente a idade dos patriarcas chegou a ser em torno de mil anos. É evidente que foi uma era de ouro. As pessoas tinham uma vida muito saudável e feliz. Porém, depois do dilúvio, tornou-se mais difícil viver na face da Terra, e a média de duração da vida dos patriarcas caiu para cem anos.

Há exploradores que vão ao Monte Ararate e tiram fotografias de objetos que atiçam a curiosidade. Também existem muitas histórias e rumores sobre a descoberta da Arca de Noé. Acho que nada disso tem procedência séria e não merece credibilidade. Através de métodos de datação, a ciência indica que restos de uma suposta embarcação encontrada no Ararate remontam ao período bizantino, século VI d.C. Uma era nada antiga em relação ao tempo de Noé.

Só existem as bases da fundação da Torre de Babel. Aparentemente, uma parte da torre resistiu até a época de Alexandre Magno. Quando ele chegou ao local, decidiu reconstruir a torre. Os seus homens cavaram e retiraram as ruínas, começando a preparação de um novo edifício. No entanto, Alexandre morreu nesse intervalo. Se agora visitarmos a região de Babilônia, no Iraque, encontraremos o buraco no qual a torre existiu.


                         Egito e Arca do Concerto


Na minha opinião, o faraó do Êxodo foi Tutmés III, que morreu em 1450 a.C. A data de sua morte confere com a cronologia bíblica. Apesar da existência da múmia de Tutmés III, no Museu do Cairo, comprovou-se que ela não é a múmia desse faraó. Talvez seja de seu pai ou de seu filho. Pode ser uma múmia substituta que colocaram no lugar do seu túmulo, pois o faraó Tutmés morreu no Mar Vermelho. Chega-se a essa conclusão através de exames de raios X nos ossos da múmia.

Os arqueólogos não encontraram as ruínas dos muros de Jericó porque depois da destruição destes por Josué, a cidade ficou ao relento, sujeita às intempéries da natureza por cerca de 500 anos. A camada mais elevada daquela civilização foi totalmente destruída por erosões, por isso não é possível encontrar remanescentes daquela época. Os arqueólogos encontraram apenas ruínas de túmulos.

O único texto antigo tratando sobre a Arca do Concerto se encontra no segundo livro de Macabeus. O primeiro livro de Macabeus é considerado uma boa fonte histórica, mas o segundo é pouco confiável e, infelizmente, é ele que afirma que Jeremias e seus homens enterraram a Arca no Monte Nebo.

Alguns eruditos dizem que eles não tiveram tempo para transpor o Rio Jordão, e acham que a Arca poderia ter sido escondida no monte em que estava o templo de Salomão. Nesse lugar havia várias cavernas. A verdade é que ela desapareceu durante a destruição de Jerusalém e não sabemos onde ficou. Seria um fato maravilhoso se pudéssemos localizá-la.(DR .Laurence G.)

       Escavações podem confirmar minas do rei Salomão


A velha briga para determinar o que é fato e o que é lenda nos textos bíblicos acaba de passar por mais uma reviravolta - e quem saiu ganhando foi o glorioso reino de Salomão, filho de Davi, que teria governado os israelitas há 3.000 anos. Escavações na Jordânia sugerem que a extração de cobre em escala industrial no antigo reino de Edom - região que, segundo a Bíblia, teria sido vassala dos reis de Israel - coincide, em seu auge, com a época do filho de Davi. Em outras palavras: as célebres "minas do rei Salomão" podem ter existido do outro lado do rio Jordão.

A pesquisa, coordenada pelo arqueólogo Thomas E. Levy, da Universidade da Califórnia em San Diego, está na edição desta semana da prestigiosa revista científica americana
 PNAS, e bate de frente com os que duvidam da existência de uma monarquia poderosa em Jerusalém durante o século 10 a.C. Segundo esses pesquisadores, como Israel Finkelstein [ele é um arqueólogo ateu, figura sempre presente nas páginas da Superinteressante e da Galileu], da Universidade de Tel Aviv, tanto a região de Jerusalém quanto a área de Edom, onde as minas foram encontradas, eram habitadas por uns poucos aldeões e pastores nômades nessa época. O surgimento de reinos politicamente bem organizados e capazes de empreendimentos de larga escala só teria sido possível por ali cerca de 200 anos depois.

Levy discorda. "O que nós mostramos de forma definitiva é a produção de metal em larga escala e a presença de sociedades complexas, que podemos chamar de reino ou Estado arcaico, nos séculos 10 a.C. e 9 a.C. em Edom. Trabalhos anteriores afirmavam que o que a Bíblia dizia a respeito disso era um mito. Nossos dados simplesmente mostram que a história de Edom no começo da Idade do Ferro precisa ser reinvestigada usando ferramentas científicas", declarou o arqueólogo ao G1.
 

A região escavada por Levy e seus colegas na Jordânia é uma velha suspeita de ter abrigado as famosas minas salomônicas. Nos anos 1940, o arqueólogo americano Nelson Glueck já tinha defendido a idéia. No entanto, foi só com as escavações em larga escala no sítio de Khirbat en-Nahas (em árabe, "as ruínas de cobre"), ao sul do Mar Morto, que o tamanho da atividade mineradora ali ficou claro. Estima-se que, só em sobras da extração do minério, existam no local entre 50 mil e 60 mil toneladas de detritos.
 

Numa escavação iniciada em 2006, Levy e seus colegas desceram pouco mais de 6 m e montaram um quadro em alta resolução da história de Khirbat en-Nahas. A ocupação começa com uma estrutura retangular de pedra, com protuberâncias ou "chifres". "Pode ter sido um altar", conta o arqueólogo - esses "chifres" eram usados como plataforma para besuntar o sangue dos animais sacrificados na antiga Palestina. Acima dessa estrutura, ao menos duas grandes fases de extração de cobre estão documentadas, com paredes de pedra que serviam como instalação industrial.
 

Uma das formas de datar a atividade mineradora é a presença de artefatos egípcios - um escaravelho e um colar - que aparentemente datam da época dos faraós Siamun e Shesonq (chamado de Sisac na Bíblia) - o século 10 a.C. Mas os pesquisadores também usaram o método do carbono 14 para estimar diretamente a idade de restos de madeira usados para derreter o minério e extrair o cobre. O veredicto? O mais provável é que a atividade industrial na área tenha começado em 950 a.C., data equivalente ao auge do reinado de Salomão, e terminado em torno de 840 a.C.
 

E não é só isso: escavações numa fortaleza próxima também sugerem uma construção na era salomônica, durante o século 10 a.C. Segundo o relato bíblico, Salomão usou vastas quantidades de bronze (cuja matéria-prima, ao lado do estanho, era o cobre) na construção do templo de Jerusalém. Também teria continuado o domínio estabelecido por seu pai Davi sobre Edom e financiado uma frota de navios mercantes que saíam do litoral edomita em busca de produtos de luxo.
 

Levy diz que os dados obtidos em Khirbat en-Nahas são compatíveis com o quadro do Antigo Testamento, mas mostra cautela. "Se as atividades lá podem ser atribuídas ao controle da produção de metal pela Monarquia Unida israelita, pelos edomitas ou por uma combinação de ambos, ou até por um outro grupo, é algo que nossa equipe na Jordânia ainda está investigando", ressalta ele.
 

A pedido do G1, o arqueólogo Israel Finkelstein comentou o estudo na
 PNAS e fez pesadas críticas [o que se podia esperar dele?]. Para começar, Finkelstein não reconhece a região de Khirbat en-Nahas como parte do antigo reino de Edom, porque o sítio fica nas terras baixas jordanianas, e não no planalto do além-Jordão.

"Na época em que Nahas está ativa, não há um único sítio arqueológico no platô de Edom, que só passa a ser ocupado nos séculos 8 a.C. e 7 a.C.", diz o pesquisador israelense. "A mineração em Nahas não tem a ver com o povoamento de Edom, mas com o do vale de Bersabéia [parte do reino israelita de Judá], que fica a oeste, ao longo das estradas pelas quais o cobre era transportado até o Mediterrâneo", afirma.

Finkelstein também critica o fato de Levy e seus colegas teram usado os rejeitos de mineração como base para sua estratigrafia, ou seja, as camadas que ajudam a datar o sítio arqueológico, porque eles formariam estratos naturalmente "bagunçados" de terra. E afirma que a fortaleza estudada pelos pesquisadores também é posterior ao século 10 a.C.

"Aceitar literalmente a descrição bíblica do rei Salomão equivale a ignorar dois séculos de pesquisa bíblica. Embora possa existir algum fundo histórico nesse material, grande parte dele reflete a ideologia e a teologia da época em que saiu da tradição oral e foi escrito, por volta dos séculos 8 a.C. e 7 a.C. Os dados de Nahas são importantes, mas não vejo ligação entre eles e o material bíblico sobre Salomão", arremata Finkelstein. [Não vê ou não quer ver?]

Levy preferiu não responder diretamente as críticas do israelense, embora um artigo anterior de sua lavra aponte que, ao contrário do que diz Finkelstein, há ligação cultural entre os habitantes das terras baixas e os edomitas do planalto. "Suponho que, toda vez que há uma interface entre textos sagrados e dados arqueológicos, é natural que o debate se torne emocional", diz ele. (fonte G1)

                                         A Cidade de Davi


Muitas descobertas arqueológicas têm sido feitas por mero acaso, durante a realização de obras públicas. Recentemente, em Jaffa (antiga Jope), por exemplo, quando a cidade reformava uma de suas avenidas, foram encontradas ruínas dos tempos dos Cruzados. A reforma está agora parada, enquanto os arqueólogos escavam e documentam o que foi achado. Curiosamente, obras públicas que não foram feitas também têm propiciado importantes descobertas arqueológicas. É o que está acontecendo hoje em Jerusalém.

Conta-se que, no começo do Século 16, o sultão Suleiman teve um sonho que o deixou grandemente impressionado. Ele viu os muros de Jerusalém caídos e sentiu-se chamado a reerguê-los, sob risco, se não o fizesse, de ser queimado no inferno! Supersticioso como era, o sultão não quis correr riscos e, sem jamais ter ido a Jerusalém, ordenou que seus muros fossem reconstruídos. As obras começaram em 1537 e foram concluídas em 1541 (portanto, pouco tempo depois do descobrimento do Brasil). Quem visita Israel pode, ainda hoje, ver esses imponentes muros e seus majestosos portais circundando a velha Jerusalém.

Uma parte da cidade, porém, ficou do lado de fora dos muros! Talvez tenha sido por erro dos arquitetos ou, talvez, por ganância, pois, fazendo um muro menor, sobraria algum dinheiro para eles. O fato é que, irado com isso, o sultão ordenou a morte dos construtores.

Mas, se Suleiman não gostou da história, os arqueólogos, hoje, estão gostando muito! Isso porque eles estão descobrindo coisas muito importantes do lado de fora que, se estivessem dentro dos muros, não poderiam ser escavadas. Afinal, Jerusalém é uma cidade sagrada para várias religiões e, além disso, é toda ocupada. Mesmo sabendo que a cidade certamente se assenta sobre tesouros históricos de valor incalculável, é quase impossível escavar dentro dos muros.

E, sabe o que os engenheiros do sultão deixaram do lado de fora dos muros? Justamente a área onde o rei Davi construíra seu palácio! A Bíblia diz que “habitou Davi na fortaleza e lhe chamou a Cidade de Davi; foi edificando em redor, desde Milo e para dentro.... Hirão, rei de Tiro, enviou mensageiros a Davi, e madeira de cedro, e carpinteiros, e pedreiros, que edificaram uma casa a Davi” (II Samuel 5:9 e 11). Essa área, atualmente, está sendo escavada pelos arqueólogos. Estamos ansiosos para saber o que eles descobrirão ali!(Jorge F.)

                         Desenterrando um império (parte 3)


No artigo anterior, descrevemos como ocorreu uma importante descoberta na antiga Hattusas, a capital dos hititas. Antigos tratados (alianças) entre reis de importantes povos no Antigo Oriente Médio (AOM) são importantes na compreensão do ambiente político dessa região. 

As principais formas de tratados do AOM eram: (1) de paridade, envolvendo pessoas do mesmo nível social; (2) concessão real, em que o rei concede a seu súdito alguns benefícios mediante serviços fiéis que o agradaram; e (3) suserano-vassalo, em que o rei que tinha total soberania exigia plena submissão e lealdade do vassalo, que em troca recebia proteção e ajuda militar. O tratado envolvendo Ramsés II e Hatusillis III encaixa-se nessa terceira categoria.


                       A estrutura dos tratados hititas e o Pentateuco

Os tratados imperiais hititas do 14º e 13º séculos a.C. apresentam uma estrutura elaborada em seis seções: título ou preâmbulo, prólogo histórico, estipulações, o depósito do tratado, a invocação das testemunhas, as maldições e as bênçãos.

George Mendenhall, importante erudito do Antigo Testamento no século passado, foi o primeiro a perceber a semelhança entre a estrutura dos tratados hititas e as alianças de Deus e Israel em Êxodo 20-31; 34-35 e Levítico 11-25. Neste caso, a evidência externa sugere que a melhor data para a composição do Pentateuco é por volta da metade do 2º milênio a.C. (Ca. 1400 a.C.).

A seguir, cada uma das partes desta estrutura será mostrada juntamente com o seu correspondente bíblico:

1) Título ou preâmbulo. Identifica o autor (suserano) do tratado. Em Êxodo 20:1, lemos: “Deus falou todas estas palavras...”

2) Prólogo histórico. O suserano declara os seus benefícios em favor do vassalo, demonstrando assim sua misericórdia e poder. Em Êxodo 20:2, Deus Se identifica como “o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão”.

3) Estipulações. Esta parte envolve a declaração dos deveres impostos sobre o vassalo como aquele que deve total lealdade ao suserano. A continuação do texto de Êxodo 20, os versos 3-17, apresenta os dez mandamentos como estipulações, e os capítulos seguintes (21-23 e 25-31) registram outras regulamentações mais detalhadas para reger a vida social. Além destas, há também instruções quanto a provisão para a casa (tabernáculo) do Suserano (Êx 35).
 

4) Depósito do tratado. O documento deveria ser bem guardado para ser lido novamente em outras ocasiões. A “Arca da Aliança” era assim chamada por conter em seu interior as estipulações de Deus para Seu povo (Êx 25:16).

5) Testemunhas. Os deuses das nações envolvidas eram invocados como testemunhas daquilo que havia sido dito. Há também o caso de elementos da natureza como pedras, vento, sol, lua e estrelas que eram tidos como testemunhas em algumas ocasiões. O correspondente bíblico desta porção parece ser Êxodo 24:4-8, onde Moisés levanta um altar com 12 pedras, representando as 12 tribos de Israel, para cumprir o papel de testemunhas mudas.

6) Bênçãos e maldições. Isto é, aquilo que o suserano faria caso seu vassalo fosse fiel ou não. Em Levítico 26, temos referências a bênçãos (pela obediência) e maldições (pela desobediência).

            A evidência dessa estrutura em outras partes do Pentateuco

Essa mesma estrutura pode ser encontrada em outros lugares do Antigo Testamento. Em Deuteronômio 1:1-5, por exemplo, temos o título ou preâmbulo, e o prólogo histórico em 1:6-3:29. Logo após, então, temos as estipulações: (1) os dez mandamentos (5:7:21); (2) outras ordenanças mais extensas (6-11); e (3) regulamentações mais específicas (12-26). O documento da aliança sendo depositado no Santuário (31:9-13). Os céus e a terra sendo chamados de testemunhas (31:28) e, finalmente, as bênçãos (28:1-14) e as maldições (28:15-68) encerrando o livro.

                                       Avaliação da evidência
 

A composição do Pentateuco é situada por alguns como tendo ocorrido no período do cativeiro babilônico (Ca. 600 a.C.), ou no período persa (Ca. 500 a.C.), ou até no período grego (Ca. 300 a.C.). O problema com esse tipo de argumentação é que a estrutura das alianças da metade do 1º milênio a.C. sofreu drásticas modificações. No período assírio (Ca. 700 a.C.), por exemplo, o tratado suserano-vassalo era composto de quatro partes na seguinte ordem: preâmbulo, testemunhas, estipulações e maldições.
 

Uma vez que as alianças do Pentateuco possuem a mesma estrutura dos textos hititas do 14º e 13º século a.C., parece mais razoável aceitarmos que a data da composição do texto bíblico seja a mesma de tais tratados e não depois, como os críticos afirmam.(artigo Luiz G.arqeologo)
 

                                   Desenterrando um império (parte 2)


Quando Henry Sayce afirmou que os heteus do Antigo Testamento eram o mesmo povo que deixou diversos rastros na região da Ásia Menor, muitos dos acadêmicos da época lhe conferiram o título de "o inventor dos hititas". Evidentemente, os "homens de ciência" da época (e de hoje também) achavam simplória demais a opinião de um erudito fundamentada na Bíblia e nas suas pesquisas de campo. 

Curiosamente, as fontes egípcias da época registravam informações surpeendentes sobre o assunto. Tutmoses III, importante faraó da 18ª dinastia (Ca. 1450 a.C.), foi forçado a pagar tributo ao povo de Heta. Da mesma forma, vários relevos nos templos e palácios do país dos faraós registravam as importantes vitórias de Ramsés II sobre os Hititas, na famosa Batalha de Kadesh (ilustração acima), na Síria.

Mas não foram apenas os egípcios que travaram batalhas contra esse povo. O rei assírio Tiglat Pileser I (Ca. 1100 a.C.) gloriava-se em seus registros de ter vencido diversos combates na "Terra de Hatti". As mencões a esse povo só desapareceram em 717 a.C., quando Carchemish, uma das principais cidades hititas, foi destruída.
 

Entre Tutmes III e a destruição de Carchemish há um período de 700 anos. Seria possível a um pequeno império travar poderosas batalhas com grandes potências como Egito e Assíria? Dificilmente!

Hugo Winckler: a pá alemã em Boghazköy

A confirmação da teoria de Sayce veio por meio dos esforços de um arqueólogo alemão. Seu nome, Hugo Winckler (1863-1913). Os trabalhos foram realizados em Boghazköy, a cidade que foi visitada pelo francês Texier, como vimos anteriormente. Se as pesquisas de Texier foram sem sucesso, o mesmo não se pode dizer daquelas feitas por Winckler, em 1906.

As escavações arqueológicas naquela época eram extremamente precárias. A região era extremamente quente durante o dia, e o frio a noite era praticamente da mesma intensidade. O próprio Winckler registrou em seu diário que durante as noites chuvosas ele dormia com um guarda chuva aberto preso a um dos braços, já que sua barraca estava "um pouco" rasgada.
 

Além de arqueólogo de campo, este acadêmico alemão era também filólogo, um estudioso de línguas antigas. Os tabletes cuneiformes que foram encontrados em Boghazköy estavam escritos em acadiano, a lingua diplomática das civilizações do antigo oriente médio. Winckler não tinha muitas dificuldades para ler e traduzir esses tabletes. Era comum alguns europeus notáveis terem a habilidade de traduzir textos de civilizações milenares. (Jean François Champolion, por exemplo, aos 16 anos de idade já sabia oito línguas!)

Foi através desse conhecimento que uma de suas principais descobertas veio ao mundo. Certa ocasião, um desses tabletes chegou às mãos dele. Ao começar a tradução, ele se lembrou de uma antiga inscrição egípcia no templo de Karnak, onde Ramsés II selava um tratado (aliança) com o rei Hatusilis III, do país de Hatti. Na verdade, o que Winckler tinha em mão era uma das cartas trocadas entre o próprio Ramsés II com o monarca hitita, discutindo o tratado.

Conclusã
o: Boghazköy não era uma mera cidade, mas a capital do reino do hititas (na foto ao lado, vê-se as ruínas de Hattusas, atual Boghazköy). Na antiguidade, as correspondências reais ficavam no palácio do rei, que por sua vez ficava na capital do império. No tradução do texto, o antigo nome da capital era Hattusas.


Apesar de estar sendo bem-sucedido, o trabalho foi interrompido por falta de recursos. Um fato interessante nesta história toda é que Winckler era anti-semita, e foi exatamente um banqueiro judeu chamado James Simon que patrocinou as escavações posteriores em Hattusas.

E a Bíblia?
 

Qual a relevância desses achados para a Bíblia? Quando estudamos o texto do tratado (aliança) entre Ramsés II e Hattusilis III, percebemos que a estrutura é praticamente a mesma daquela encontrada nas alianças registradas no Pentateuco. Uma vez que Ramsés II viveu em meados de 1300 a.C., e a tradição bíblica indica que Moisés escreveu os cinco primeiros livros da Bíblia por volta da mesma época (Ca. 1400 a.C.), somos inclinados a pensar que provavelmente a primeira parte da Bíblia provém da mesma época, não uma época posterior, como querem alguns.

No próximo artigo, examinaremos essa informação comparando a estrutura bíblica com aquela que está no templo de Karnak e que foi descoberta num pequeno tablete por Winckler.(ibid)


                                 Desenterrando um império (parte 1)


Você consegue imaginar um império tão poderoso e extenso como os egípcios desaparecendo na história e deixando poucos rastros arqueológicos? Por mais estranho que pareça, isso era tão possível que aconteceu. Em 1871, o que se conhecia a respeito dos hititas poderia ser sumarizado em sete linhas, como o fez a enciclopédia germânica Neus Konversationslexicon. Na realidade, o trabalho feito pelo autor do verbete “hititas” foi simplesmente o de juntar as referências esparsas encontradas nas páginas do Antigo Testamento e publicá-las.

Quem eram os hititas? Qual a sua relação com o relato bíblico? No que as descobertas envolvendo esse povo ajudam para a fé nas Escrituras Sagradas? Nesta série de artigos, apresentaremos de forma resumida o que a arqueologia bíblica tem a dizer sobre um dos maiores impérios da antiguidade.
 

Charles Texier: o ponta-pé inicial

Um nome importante envolvendo o estudo da hititologia é o do francês Charles-Felix-Marie Texier, que por volta de 1834 esteve no norte da Turquia, mais especificamente numa aldeia em Boghazköy. Ao que parece, ele foi o pioneiro em estudos naquela região. Próximo dali Texier se deparou com as ruínas de uma cidade, como Atenas no seu apogeu. A intuição era de que sem dúvida algum grande povo habitou ali passado. Um nativo da aldeia o levou até o lugar chamado Yazilikaya (rocha com inscrições), e foi ali que o pesquisador francês pôde ver os inumeráveis relevos de caráter litúrgico. Além disso, o local estava repleto de sinais semelhantes aos hieróglifos egípcios. Sua expedição, porém, foi sem sucesso na identificação das ruínas e dos sinais.

Pesquisadores alemães e franceses visitaram a região da Ásia Menor e ofereceram excelentes contribuições para os trabalhos de Texier. Ponto decisivo nesta história foram as chamadas “Pedras de Hamath”. Os moradores do local não permitiam qualquer contato com tais pedras, acreditando no seu caráter sobrenatural. É nesse ponto que entra a figura de William Wright. Ele já conhecia os objetos e conseguiu permissão do governo para aprofundar seus estudos utilizando-os. Texier conhecia as peças, mas não sabia o que eram. Em contra-partida, Wright tinha as inscrições, mas não sabia como traduzi-las.
 

Em 1870, W. H. Skeene e G. Smith, pesquisadores do Museu Britânico, encontraram as ruínas de Carchemish, na margem direita do Eufrates. Para surpresa deles, as imagens desenterradas eram semelhantes àquelas que Texier vira e as inscrições eram idênticas às que Wright tinha em mãos. Não apenas isso, mas alguns selos com a mesma escrita foram encontrados em Ismirna, na costa da Ásia Menor. Em outras palavras, uma escrita unificada de um povo unificado que habitou num vasto território.
 

Archibald Henry Sayce: a ousadia de um acadêmico

Foi nesse contexto que A. Henry Sayce, pesquisador oriental de 34 anos, afirmou, com base em suas pesquisas de campo e em passagens do Antigo Testamento, que todo esse rastro histórico pertencia aos antigos hititas, os
 heteus das páginas sagradas. A afirmação foi, é claro, recebida com descrédito. Como um livro religioso poderia conter dados históricos confiáveis? A informação bíblica parecia absurda demais. Em 2 Reis 7:6, por exemplo, os reis hititas são mencionados juntamente com os monarcas egípcios e, de forma curiosa, eles são mencionados antes que desses faraós. 

Essa dúvida foi solucionada nos anos seguintes. A pá dos arqueólogos pôde revelar a existência de um poderoso império semelhante ao egípcio e ao babilônico, por volta do II milênio a.C., chamado de Hatti nos textos assírios, de Heta nas inscrições hieroglíficas e de heteus no Antigo Testamento.(ibid)



     Aqueduto do século 14 é descoberto em Jerusalém


Arquéologos anunciaram nesta terça-feira (11) a descoberta de uma aqueduto do século 14 que forneceu água para Jerusalém por quase 600 anos. Diferentemente de outras descobertas, porém, os arqueólogos nesse caso já sabiam onde o aqueduto se encontrava. Fotografias do século 19 mostravam que o aqueduto era usado na cidade, na época sob comando otomano. A foto também possuía uma inscrição datando a obra, construída em 1320. O aqueduto foi descoberto durante reparos no sistema de águas da cidade. Obras públicas em Jerusalém (e outras cidades antigas) são executadas sob supervisão de arqueólogos e outros profissionais. O objetivo é evitar que potenciais achados sejam destruídos no processo de modernização. A equipe encontrou duas das novas seções de uma ponte de cerca de 3 metros de altura na parte oeste da Cidade Velha de Jerusalém.

Embora os arqueólogos já soubessem que o aqueduto estava lá, essa é a primeira vez que eles puderam visualizar diretamente o engenhoso sistema, usado por séculos para combater a gravidade e transportar água a longas distâncias.

Nos tempos bíblicos, o crescimento da populaçao de Jerusalém levou os líderes locais a buscar fontes de água em locais cada vez mais distantes. Uma fonte de água foi encontrada próximo a Belém, seguindo uma rota tortuosa distante 22 quilômetros. O aqueduto encontrado hoje em Jerusalém segue a mesma rota do primeiro aqueduto construído na região, há 2.000 anos.(fonte folha online)
 

                                      A Bíblia merece confiança?


De seu primeiro livro (Gênesis) ao último (Apocalipse), a Bíblia é composta de 66 livros escritos por cerca de 40 escritores de formação social, educacional e profissional bem diversificada. A escrita foi feita num período de 16 séculos; mesmo assim, o produto final é um livro harmonioso e coerente. “Considere isto: se você escolhesse dez pessoas vivendo ao mesmo tempo na História, vivendo na mesma área geográfica básica, com os mesmos recursos educacionais básicos, falando a mesma língua, e pedisse que escrevessem independentemente sobre o seu conceito pessoal de Deus, o resultado seria tudo, menos um testemunho unificado. Nada mudaria se lhes pedisse para escrever sobre o homem, a mulher ou o sofrimento humano, pois está na natureza dos seres humanos diferir em questões controversas. Todavia, os escritores bíblicos concordam não só nesses assuntos como em dezenas de outros. Eles têm completa unidade e harmonia. Só há ‘uma’ história nas Escrituras do começo ao fim, embora Deus tivesse usado autores humanos diferentes para registrá-la”, escreveram Josh McDowell e Don Stewart, no livro Razões Para os Céticos Considerarem o Cristianismo.

Além dessa harmonia interna da Bíblia, há muitos achados arqueológicos que confirmam sua veracidade. Um desses casos está no livro do profeta Daniel, capítulo 5, onde menciona que o rei de Babilônia, em 539 a.C., era Belsazar. Mas a História oficial afirmava que esse homem nem sequer existira. No entanto, W. H. F. Talbot publicou em 1861 a tradução de uma oração – escrita em caracteres cuneiformes – oferecida pelo rei Nabonidus, na qual ele pede aos deuses que abençoem seu filho Belsazar! Os críticos, então, aceitaram a existência de Belsazar, mas em sua resistência contra a Palavra de Deus, alguns deles continuaram insistindo que Belsazar jamais fora identificado como rei, fora da Bíblia. Até que, em 1924, foi traduzido e publicado o Poema de Nabonidus (Tablete nº 38.299 do Museu Britânico) por Sidney Smith. Esse documento histórico oficial atesta que Nabonidus deixou Babilônia e se dirigiu a Tema, e no trono deixou quem? Belsazar!

Uma vez mais o relato bíblico estava confirmado. Daniel vivia na corte de Babilônia e estava familiarizado com esse costume de o filho assumir o cargo do pai, quando este saía em excursões militares. Por mais que alguns tentem desmerecer a Bíblia, ela tem resistido às críticas e ajudado muitas pessoas a serem felizes. Você já leu sua Bíblia hoje?   (Milchelson B.jornalista)
 

                             Uma ironia da Arqueologia Bíblica?


Uma das maiores ironias no mundo acadêmico é saber que os piores inimigos da Bíblia não são ateus, evolucionistas ou agnósticos, mas sim teólogos bíblicos que lecionam Antigo e Novo Testamento em universidades nos Estados Unidos e Europa. Esse é caso de Philip Davies, da Universidade Sheffield, na Inglaterra. Para ele, Davi não é mais histórico do que o Rei Artur e os cavaleiros da távola redonda; em outras palavras, folclore britânico. Essa é a opinião dele na obraIn the Search of 'Ancient' Israel (Em busca do 'antigo' Israel), publicada em 1992. Seu argumento, porém, era baseado no silêncio de fontes históricas fora da Bíblia que mencionassem o famoso rei israelita. Um argumento, diga-se de passagem, muito perigoso para qualquer acadêmico.

Ironicamente, um ano após Davies publicar sua obra, a equipe de Avraham Biran, arqueólogo do Hebrew Union College, em Jerusalém, encontrou em Tel Dan, no norte de Israel, o fragmento de uma estela (pedra) contendo o registro histórico de um guerra entre os reis da Síria, Israel e Judá. Nesse documento, o reino de Israel é chamado "Casa de Israel", enquanto o reino de Judá é chamado de "Casa de Davi" (na quinta linha de baixo para cima, na foto)!

Ao anunciar a descoberta, a
 Biblical Archeology Review destinou mais de 15 páginas para falar a respeito do assunto, escritas pelo próprio Dr. Biran. Poucas edições depois, foi a vez de Philip Davies contra-atacar. Segundo ele, o documento arqueológico poderia ser uma fraude. O que Davies se esqueceu foi que o artefato não foi comprado de nenhum comerciante palestino ou judeu, mas foi desenterrado pela auxiliar de campo Gila Cook.

Outro argumento utilizado pelo acadêmico de Sheffiled é a tradução da expressão aramaica BYTDWD como "Casa de Davi". Ele notou que todas as palavras do texto estão separadas por um ponto, mas nessa expressão não há ponto algum. Sendo assim, a tradução "Casa de Davi" estaria sendo forçada. Porém, ele só se esqueceu do que os linguistas já sabiam: que quando há junção de um substantivo (BYT - casa) e um nome próprio (DWD - Davi), não se utiliza nenhum ponto na separação. Esse era um costume comum entre assírios, babilônicos e arameus (e a estela foi escrita em aramaico) no registro de um texto.

Para Kenneth Kitchen, uma das maiores autoridades em estudos orientais da atualidade, a descoberta é tremenda. De acordo com ele, a expressão "Casa de..." refere-se ao fundador da determinada dinastia, sendo atestada em todo o Antigo Oriente Médio. Estaria esse documento mencionando o rei Davi, autor do famoso Salmo 23? As evidências sugerem que sim. Bastou apenas um ano para uma descoberta arqueológica desmoronar a pesquisa de Philip Davies! Isso sim é ironia.

Tive a oportunidade de ver essa peça em exposição no dia 24 de agosto do ano passado, no Masp, em São Paulo. Fiquei por aproximadamente cinco minutos observando cada detalhe do artefato e relembrando as diversas histórias desse personagem chamado Davi. Eu já conhecia a história do achado e o seu valor para o cristão no século 21, mas mesmo assim foi uma experiência poderosa, uma vez que a história bíblica pôde transpor milênios e ganhar um colorido mais acentuado através de um artefato de quase três mil anos!(Luiz G.A) e (outra leitura)

        Achado arqueológico 'revive' conspiradores bíblicos


Júbilo impera entre os arqueólogos bíblicos! Mais dois personagens da corte judaica deixaram de ser conhecidos apenas nas páginas das Bíblias ao redor do mundo para se apresentarem a todos através de uma descoberta arqueológica. Essa descoberta é incrivelmente significativa porque reforça o que muitos cristãos têm afirmado ao longo dos séculos: a Bíblia é um documento histórico confiável! Alguém pode questionar: "Qual a importância desse achado para o mundo acadêmico? De que maneira ele favorece a confiabilidade histórica da Bíblia?" Vejamos.

A recente descoberta desenterrou a segunda prova de que o texto de Jeremias 38:1 foi baseado em fatos históricos confiáveis. Esse texto menciona os principais ministros do Rei Zedequias (597-586 a.C), o último rei de Judá: Jucal, filho de Selemias e Gedalias, filho de Pasur.
 

Esse achado está relacionado com outro artefato desenterrado em 2005 e que também foi causa de muita celebração, pois foi o primeiro que corroborou o texto bíblico de Jeremias 38:1. Na ocasião, foi encontrado o selo de Jucal, filho de Selemias (Yehukal ben Selemyahu).
 

Desta vez, o selo encontrado foi de Gedalias, filho de Pasur! E tem mais: os nomes impressos sobre eles estão completos e em perfeitas condições de serem lidos. A informação torna-se mais impressionante, já que estamos falando de documentos de 2600 anos atrás!

As letras da inscrição Gedalyahu ben Pasur (Gedalias, filho de Pasur) estão em hebraico antigo e em perfeito estado de conservação, o que facilitou a tradução das duas linhas. Sendo o hebraico uma língua lida da direita para a esquerda, a primeira letra da primeira linha (l), é a preposição “para, pertencente a”, e as três últimas letras da mesma linha (yhw) é a forma abreviada do nome de Deus (YHWH), pronunciado comumente como “yahu”. Gedalias significa “O Senhor é Grande”. Pena que seu nome não revelou seu caráter, já que no capítulo 38 de Jeremias ele e outros ministros, entre eles Jucal, tentaram matar o profeta lançando-o numa cisterna sem água. Jeremias só não morreu graças aos esforços de um etíope, Ebede Meleque, que o retirou de lá.
 notasA responsável pela descoberta foi a arqueóloga israelense Eilat Mazar, da Universidade Hebraica, de Jerusalém. Seu nome veio à tona quando, em 2005, ela anunciou a descoberta do palácio de Davi, na parte mais baixa de Jerusalém.


Nas palavras dela: “Não é muito freqüente que uma descoberta aconteça em que figuras reais do passado agitam a poeira da história e tão vividamente revivem as histórias da Bíblia.”

Todas essas evidências exigem um veredito: a Bíblia é um documento histórico confiável!

                      Pentateuco: historicamente confiável?


Recentemente, a revista Aventuras na História publicou matéria sobre a Arca da Aliança com título “O último mistério”. Tiago Cordeiro, autor do artigo, em determinado momento afirma que “a Torah (Pentateuco) foi elaborada provavelmente entre os séculos VII e V a.C., muito tempo depois dos eventos narrados”. O assunto não pára por aí. Num curso de egiptologia numa renomada faculdade do Brasil, o professor disse que comparava o Antigo Testamento (AT) a uma brincadeira de telefone sem fio! Por outro lado, quando lemos esta porção bíblica, o Pentateuco, encontramos algumas informações históricas dignas confirmadas pela arqueologia e que ajudam a datá-la em determinado momento da história.

Vamos por partes. A língua em que foi escrito o pentateuco foi o hebraico. Algumas palavras usadas pelo seu autor são claramente egípcias. O termo "selo", por exemplo, que aparece em Gênesis 41:42 em hebraico é
 hotam, já em egípcio é hetem. A palavra hebraica, na passagem referida acima, para linho fino na língua do AT é shesh e em egípcio é shash. Não são apenas esses casos, existem outros mais. É importante mencionarmos que esse intercâmbio entre essas duas línguas não aparece nos outros livros do AT. 

A evidência não para por aí. Diversos nomes mencionados na narrativa hebraica são claramente egípcios. O próprio nome Moisés é derivado do verbo egípcio
 mase (nascer). O nome Merari (Nm 3:17) vem da palavra egípcia mer, que significa amado. Hofni e Finéias também são nomes egípcios, sendo este último relacionado com um sacerdote no país dos faraós.

Somos levados a duas conclusões até agora: (1) o autor do pentateuco conhecia bem a língua egípcia e, segundo a tradição judaico-cristã, esse autor foi Moisés (cf. At 7:22; (2) os nomes egípcios entre o povo de Israel sugerem que eles, os israelitas, estiveram ali em algum período do passado. Se não fosse assim, como esses nomes surgiriam naquela nação? Curiosamente, o apogeu da língua egípcia se deu na metade do II milênio a.C., entre os séculos XVI e XIV a.C., não em torno dos séculos VII – V a.C. Se os cinco primeiro livros da Bíblia foram escritos nessa época, por que existe neles similaridade de nomes e palavras egípcias?

Diversos outros nomes importantes para o início da nação israelita são bem documentados em fontes arqueológicas. O nome Jacó, por exemplo, aparece em conexão com o nome de um chefe hykso (Ya‘qub-el), num texto do século XIII a.C. encontrado em Chagar-Bazar, na Alta Mesopotâmia. Já o nome Abraão, o pai dos patriarcas, surge entre os mais de 15 mil tabletes encontrados nas ruínas da antiga cidade de Ebla, na Síria. A grafia Aba-am-ra-am é muito próxima do hebraico
 ‘avraham. Os tabletes encontrados ali por Paolo Mathiae e G. Petinatto são datados seguramente entre 2500 e 2000 a.C.

O nome Terah, o mesmo nome do pai de Abraão, aparece em textos assírios do fim do III milênio a.C., com a grafia Til Turakhi. O nome de alguns dos filhos de Jacó, como por exemplo Benjamin, possui correspondente acadiano (binu-yamin, povos do sul) e é também atestado no início do II milêncio a.C. Já Aser e Issacar são encontrados numa lista egípcia do XVIII século a.C. De forma significativa, esses nomes diminuem sua freqüência ou desaparecem por volta dos séculos VII – V a.C. Isso é no mínimo intrigante!
 

Diante dessas evidências, somos levados a considerar alguns pontos: (1) Os nomes dos patriarcas bíblicos mencionados no livro de Gênesis são atestados em diversos documentos antigos, mas isso não prova que o Abraão e o Jacó bíblicos existiram; (2) esses nomes eram comuns na época em que o AT menciona a existência dessas pessoas, não nos séculos VII - V a.C. Se o AT é comparado ao telefone sem fio, pelo menos nesse ponto a brincadeira não funcionou e não teve graça, já que seu conteúdo chegou idêntico para nós!

Esse é o limite da arqueologia bíblica. Ela consegue recriar um pano de fundo histórico coerente com aquele que a Bíblia narra. Por outro lado, ela não prova a ocorrência de fatos que demandam fé. Uma pergunta porém não quer calar: Se o ambiente histórico do AT é digno de confiança, por que os eventos que relacionam o homem com seu Criador não seriam? Algo a ser pensar.(artigo L.gustavo A.)

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                                            A primeira Páscoa


Gostaria de apresentar três categorias de evidências neste breve artigo: (1) literária; (2) documentação egípcia; e (3) o orgulho nacional egípcio.
 

Sobre a primeira, a evidência literária, é inegável que o autor da história do êxodo (e também do Pentateuco) tinha um amplo conhecimento da língua egípcia. Palavras como cesto, linho fino, selo, arca, entre outras, são claramente de origem egípcia. Durante um curso de egiptologia na USP, apresentei esse argumento para o professor da disciplina. Apesar de negar a historicidade da história dos israelitas no país dos faraós, ele se mostrou bastante surpreso em saber do uso de termos egípcios na narrativa bíblica.

O mesmo poderia ser dito sobre os nomes de alguns israelitas, que são puramente egípcios. Merari, Finéias e Moisés são apenas alguns exemplos. O nome do “herói” hebreu é o exemplo mais conhecido. Moisés vem do verbo egípcio
 ms-n (a pronúncia aproximada seria algo como mase-n), que significa “nascido de”. Esse é um verbo muito utilizado no nome de outros faraós: Ramsés, Ahmose, Thutmose, etc. 

Nossa segunda classe de evidências é a da documentação egípcia. Apesar de não dispormos de informações explicitas da presença israelita no Egito (isso será explicado no próximo tópico), podemos utilizar um documento egípcio que sugere um colorido autêntico para a história bíblica. Trata-se da Estela do Faraó Merneptah, filho do grande Ramsés II. Nesse documento comemorativo, o nome Israel é mencionado juntamente com outras várias cidades importantes de Canaã. O texto sugere que o povo de Israel já estava na “terra prometida” em meados de 1200 a.C., a data do documento. Um dos grandes defensores dessa afirmação é o renomado egiptólogo Kenneth Kitchen, da Universidade de Liverpool, na Inglaterra.

Por último, gostaria de mencionar algo curioso sobre o orgulho nacional egípcio. Para muitas pessoas, a ausência de evidências arqueológicas da estada dos israelitas no Egito traz certo desconforto. Mas note algo interessante: os egípcios dificilmente admitiam uma derrota. Por ocasião da famosa batalha de Kadesh (Síria), por volta de 1300 a.C., os egípcios a registraram como uma vitória. Por outro lado, seus oponentes hititas também deram-na como vencida! Ninguém sabe quem foi o vencedor da batalha de Kadesh. Sendo assim, dificilmente encontraremos um documento egípcio que mencione um grupo de escravos saindo da potência mais poderosa do mundo, naquela época, deixando-a totalmente arrasada por pragas enviadas por sua Divindade! Os egípcios não admitiam derrotas.

Mesmo diante desse quadro, as poucas informações que temos sugerem um pano de fundo autêntico para o evento que deu origem a uma das principais festividades religiosas do judaísmo e do cristianismo.

                                       A cidade de Ramessés


Assuntos envolvendo a arqueologia bíblica e os livros de autoria mosaica tendem a ser constantemente questionados por acadêmicos liberais ao redor do mundo.[1] Apesar de alguns negarem a historicidade do início da nação israelita, há evidências para se crer que a narrativa do Pentateuco possui credibilidade histórica.[2] Entre os que defendem a realidade histórica do relato, há uma divisão quanto à data do Êxodo. O importante estudo cronológico de Edwin Thiele[3] sobre os reis de Israel situa o Êxodo em torno de 1450 a.C., ou seja, na XVIII dinastia (cf. I Rs 6:14; Jz 11:26); o faraó da ocasião seria Thutmose III ou Amenhotep II.[5]

Um segundo grupo defende data mais recente, algo em torno de 1300 a.C., exatamente no período do faraó Ramsés II, que viveu na XIX dinastia e é um dos monarcas mais conhecidos na história egípcia. Número significativo de pesquisadores do Antigo Testamento recorrem a Êxodo 1:11 para defender o Êxodo como tendo ocorrido na XIX dinastia,[7] onde é dito que os israelistas construíram duas cidades celeiros para o faraó: Pitom e Ramessés.
 

Entre as datas, temos um lapso de aproximadamente 150 anos. Como harmonizar as informações? A mera menção do nome Ramessés, em si, é um indicativo do Êxodo na XIX dinastia?
 

Neste artigo é feito um estudo de quatro alternativas não conclusivas sobre a identificação da bíblica Ramessés. A data do Êxodo não é abordada neste trabalho, por questões metodológicas. A pesquisa, portanto, ficará aberta para futuros complementos sobre o assunto.
 

** ALTERNATIVAS DE SOLUÇÃO
 

Ramessés como a Per-Ramesse egípcia 

Per-Ramesse é uma abreviação do nome
 Per-Ramesse mry ‘Imn ‘aa nehtw, “residência de Ramses, amado de Amon, o grande Vencedor”.[8] O primeiro a sugerir essa possibilidade foi H. Brugsch, em 1875.[9] Outra versão do nome pode aparecer como Pi-Ramesse. Os estudos arqueológicos têm lançado luz considerável sobre o histórico de Per-Ramesse.[10] Inscrições egípcias informam que ela foi fundada por Seti I, o segundo faraó da XIX dinastia, e concluída pelo seu filho Ramsés II.[11] Essa cidade foi a capital dessa dinastia, e tem sido identificada com Tanis e/ou Qantir.[12] Vejamos brevemente essas duas identificações, começando com Tanis.

O primeiro a sugerir que a cidade Per-Ramesse estava localizada em Tanis foi novamente H. Brugsch, em 1872.[13] Segundo Siegfried J. Schwantes, após a expulsão dos Hiksos, a cidade de Ávaris teve seu nome mudado para Tanis e aparece no Antigo Testamento com o nome Zõa (cf. Nm 13:22; Sl 78:12 e 43).[14] A declaração em parte é verdadeira, porém, o momento onde Ávaris é identificada com Tanis é questionável.
 

Tanis é a atual San el-Hagar e teve seus primeiros trabalhos feitos por Auguste Marriette (1860-1880), posteriormente por Flinders Petrie (1883-1886) e de forma significativa por Pierre Montet (1921-51). Ali foram encontrados vários templos dedicados às divindades Amum, Ptah, Re, etc., mas o palácio real de Ramsés II não foi encontrado. A identificação de Tanis com a Per Ramesse egípcia torna-se mais difícil ainda se levarmos em consideração as pesquisas posteriores ao trabalho de Montet. Os objetos encontrados lá, ou seja, em Sane l-Hagar, foram colocados ali posteriormente para construções, não no período do faraó Ramsés II. William Shea afirma que não há nenhuma confirmação arqueológica de habitação em Tanis antes da XXI dinastia, c. 1100 a.C.[15]
 

Sobre Qantir a situação é mais harmoniosa. Qantir fica 17 km ao sul de San el Hagar. Mahmud Hamza foi o primemiro a escavar Qantir em 1928. As descrições de Per Ramesse que temos disponíveis no papiro Anastasis III, a saber, a fertilidade do campo, a existência de uma rota por terra e outra pelo mar para a Ásia e a presença de um palácio de Ramsés II, correspondem ao campo geográfico de Qantir.

Seu nome atual é Tell el-Dab’a e foi escavada por Manfred Bietak, diretor do Austrian Archaeological Institute, em meados da década de 1950. Os restos de ocupação dessa cidade por volta das dinastias XII e XIII revelam um fim por meio de uma grande e violenta destruição. Após a destruição, três estratos dos hyksos, sendo que o terceiro e último revela outra destruição violenta. Esta última pode ser relacionada com o início da XVIII dinastia, quando o faraó Ahmose expulsou os governantes semitas do Delta. Evidências apontam para o fato de que os faraós desta dinastia (XVIII) não tenham usado essa cidade, mas na dinastia seguinte (a XIX) ela foi reconstruída.[16]

De acordo com Hershel Shanks, editor da
 Biblical Archaeology Review, a identificação da Ramessés bíblica com a Per-Ramesse egípcia é impossível foneticamente. Fontes egípcias nunca se referiram a essa cidade com o nome real de Ramessés, sozinho, antes, sempre é mencionada com a palavra egípcia pr (casa), ou seja, Per-Ramesse.[17] A mesma opinião é defendida por E. Uphill e D. Cameron Alexander Moore.[18]

Montet contra-argumenta a ausência do prefixo
 Per ou Pi no nome Ramesses. Para ele, esse é um fenômeno comum no texto veterotestamentário. Temos como exemplo o nome Baal-Meon, em Números 32:38, e Bet-Baal-Meon, em Josué 13:17, ou seja, a ausência do prefixo Bet (casa). Para ele, nomes puramente semíticos ou hebraicos podem, sim, ter tal ausência.[19]

Porém, é importante lembrar que boa parte das cidades egípcias começadas com o prefixo
 Piou Per, mencionadas nas páginas do Antigo Testamento (cf. Nm 33:8[20]; Ez 30:17) não o perderam. Se a Per Ramesse egípcia é a Ramessés bíblica, por que seu prefixo não aparece no texto? Per-Ramesse, portanto, não parece ser uma alternativa satisfatória para nossa pesquisa.

Ramessés como Khatana

À semelhança de Ramose, esta é uma alternativa da qual não se dispõe de muitas informações. Ao leste do braço pelusiano do Nilo, existem as ruínas de duas cidades: Qantir e Khatana. As escavações ali têm demonstrado um grande assentamento cananita e seus restos mostram uma grande afinidade com restos siro-palestinenses de c. 1700 a.C. a 1500 a.C., que foram encontrados em Tell el-Rataba, a bíblica Pithom.
 

A transliteração do hieróglifo usado para se referir a essa cidade é
 R3-mtny, que, segundo Shanks, pode ser projetado numa língua semítica como Ramezen.[21] 

Durante as escavações dirigidas pelo austríaco Manfred Bietak, uma inscrição fragmentada com o nome Horemhab foi encontrada. Isso é significativo, já que este é o último faraó da XVIII dinastia. Podemos supor que houve alguma habitação em Khatana no período da XVIII dinastia, esperando é claro por novas descobertas que corroborem a historicidade do relato bíblico.
 

Ramessés como um anacronismo

Essa é uma das opiniões mais comuns entre os acadêmicos mais conservadores. A idéia básica desta opinião é a de que um copista posterior substituiu um nome antigo por um mais recente.[22]

É importante lembrar que o nome Ramessés não é usado no Pentateuco no sentido cronológico. Em Gênesis 47:11, por exemplo, está escrito que Jacó e seus filhos foram colocados na terra de Ramessés. Isso implica que a família de José desceu para o Egito no período do faraó com esse nome? De maneira nenhuma, antes, o nome deve ser entendido como uma atualização do texto.
 

A menção do nome Ramessés não é um indício forte o bastante para a localização do Êxodo na XIX dinastia. Se o Êxodo ocorreu em 1300 a.C., quando Móisés estava com 80 anos, e se o trabalho na cidade Ramessés ocorreu antes do nascimento de Moisés, temos que admitir que o nome Ramessés era comum antes dos chamados faraós ramessidas, e que a cidade não está necessariamente ligada a nenhum deles.[23]

Em Genesis 14:14 temos um exemplo semelhante. Ali é mencionada uma cidade cujo nome era Dan. O curioso é que na época de Abraão ela não se chamava Dan, mas sim Laish (cf. Jz 18:29) ou Leshem (cf. Js 19:47). O nome Dan foi usado muito tempo depois, na época dos juízes. Ramessés pode ser entendido da mesma forma.

Apesar de ser uma alternativa aparentemente muito válida para esta pesquisa, ela não está isenta de pontos fracos. O Antigo Testamento está repleto de exemplos de anacronismos, mas sempre quando o nome da cidade na época do copista é mencionado, o nome anterior a ele também é introduzido no texto (cf. Gn 28:19; Js 15:15; Jz 1:23).
 

Um exemplo de anacronismo na História é a referência à Palestina nos dias de Jesus, sendo que na época de Cristo não havia Palestina, já que o termo foi criado pelo Imperador Adriano, a partir do ano 135 d.C.

Ramessés e o vizir Ramose

Ramose foi um vizir, ou seja, um cargo semelhante ao de primeiro-ministro, hoje. Ele viveu durante os reinados de Amenhotep III e Akhnaten. A principal fonte de conhecimento a respeito dele é a sua própria tumba, a TT55 (Tumba de Tebas nº 55). Apesar de Ramose ter vivido cem anos depois da data bíblica do Êxodo, seu nome era comum desde a época dos hycsos.[24[

Gleason Archer Jr. liga o nome Ramose à cidade Ramesses de Êxodo 1:11. A semelhança na escrita para ele é significativa, já que o nome Ramose em egípcio antigo (
r m s) tem uma grafia muito próxima do hebraico rm‘s.[25] Porém, lemos no próprio texto que a cidade foi construída para Faraó, não para um nobre ou vizir. Além disso, carecemos de exemplos de vizires no Egito antigo que se auto-homenageavam por meio de “cidades”. Ramose não parece ser uma alternativa satisfatória em nossa pesquisa.
A mera menção do nome Ramessés não é em si evidência do Êxodo na XIX dinastia. Após termos apresentado quatro alternativas não conclusivas sobre o assunto, preferimos aquela que liga Ramessés à antiga cidade Khatana do braço Pelusiano do Delta, e a outra que coloca o nome Ramessés como um anacronismo, já que ambas se encaixam perfeitamente com uma visão equilibrada do relato bíblico.(artigo Luiz G.A)
 

Referências

1. Ver por exemplo FINKELSTEIN, Israel; SILBERMAN, Neil Asher. E a Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003.
2. PRICE, Randall. Pedras que clamam. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p. 114-115. O grande número de nomes egípcios entre o povo de Israel é um ótimo argumento para a estadia dos israelitas no país dos faraós. Temos, por exemplo, o nome Finéas, que aparece em conexão com um sacerdote. PRITCHARD, James B. Ancient Near Eastern Texts: Relating to the Old Testament. Third edition with supplement. Princeton, NJ: Princeton University Press, 1969. p. 216, n. (6). Algumas palavras que compõem o vocabulário hebraico do pentateuco são puramente egípcias. A palavra selo (cf. Gn 41:42), por exemplo, em hebraico é hotam e em egípcio htm. Linho fino em egípcio antigo é shash, já em hebraico, shesh (cf. Gn 38:18 e 25). SCHWANTES, Siegfried J. Arqueologia. São Paulo: IAE, 1988. p. 28-29. Por muito tempo, a hipótese documentária, que teve como principal defensor o alemão J. Welhausen, trabalhou com a idéia de que o pentateuco era na verdade uma compilação de textos feita por volta do VI século a.C. O apogeu da língua egípcia foi em torno do segundo milênio a.C., não na metade do primeiro milênio, ou seja, tais semelhanças no vocabulário só fazem sentido quando datamos a obra por volta do XV século a.C. Como introdução ao tema da hipótese documentária, ver: CASSUTO, Umberto. The documentary hypothesis and the composition of the Pentateuch. Jerusalem: Magnes Press, The Hebrew University, 1983.

3. Thiele. 

4. KITCHEN, Keneth. How we know when Solomon ruled? Biblical Archaeology Society Online Archive ou o número da BAR com esse artigo. Através de calendários mesopotâmicos e egípcios, Kitchen apresenta razões sólidas para situarmos o reinado de Salomão entre 970 a.C a 930 a.C.

5. HOWARD JR., David M.; GRISANTI, Michael. Giving the Sense: Understanding and Using Old Testament Historical Texts. Grand Rapids, MI: Kregel, 2003. p. 245-247. Neste caso, Thutmoses III seria o faraó da opressão e Amenhotep II, seu filho, seria o faraó do Êxodo. Nos primeiros capítulos de Êxodo, vemos uma agitação no campo da construção civil, o que para alguns é totalmente improvável ter ocorrido na XVIII dinastia, como por exemplo CURVILLE, Donovan. The Exodus problem and its ramifications, vol. 1. Challenge Books: CA, 1971. p. 34. É importante mencionarmos que na tumba do vizir Rekhmire, que viveu na época de Thutmoses III, foram encontradas pinturas de escravos semitas fazendo e transportando tijolos. A informação é significativa já que demonstra um envolvimento indireto de Thutmoses III com construções na época do seu reinado. Para outras informações sobre Rekhmire, ver: PRITCHARD, James B. op. cit., p. 212-213. Ver também: ARCHER JR., Gleason. A Survey of Old Testament Introduction. Moody Press: Chicago, 1968. p. 215.

7. LASOR, William S.; HUBBARD, David A.; BUSH, Frederic W. Old Testament Survey: The message, form and background of the Old Testament. 1. ed. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1992. p. 126. LIVINGSTON, G. Hebert. The Pentateuch in its cultural environment. Grand Rapids, MI: Baker, 1987, p. 47-48. ZUCK, Roy. gen. ed. Vital Apologetic Issues: Examinig Reason and Revelation in Bible Perspective. Grand Rapids, MI: Kregel, 1995, p. 250. FINEGAN, Jack. Handbook of biblical chronology: Principles of time reckoning in the ancient world and problems of chronology in the Bible. Princeton, NJ: Princeton University Press, 1964. p. 300. 

8. MONTET, Pierre. Egypt and the Bible. Philadelphia: Fortress Press, 1968. p. 54. 

9. BIMSON, John J., Redating the exodus and conquest. Sheffield, England: The Almond Press, 1981. p. 33-34

10. PRITCHARD, James B., op. cit. p. 470-471.

11. HILL, Andrew E.; HALTON, John H. A survey of Old Testament. Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1991. p. 109).

12. YAMAUCHI, Edwin M. The stones and the Scriptures. Philadelphia: A Holman Book, 1973. p. 48.

13. BIMSON, John J., op. cit., p. 34.

14. SCHWANTES, Siegfried J., op. cit., p. 25. 

15. SHEA, William. H., "Exodus, Date of the", in G. W. Bromiley et al. (eds.), The International Standard Bible Encyclopedia. Paternoster Press: Exeter, vol. 2, 1982. p. 231. 

16. Ibid.

17. SHANKS, Hershel. The Exodus and the Crossing of the Red Sea, According to Hans Goedicke. Biblical Archaeology Society on line Archive. Acessado em 14-05-06.

18. MOORE, D. Cameron Alexander. The Date of the Exodus: Introduction to the Competing Theories.. Acessado em 22-05-06.

19. MONTET, Pierre. Op. cit. p. 54-55.

20. SARNA, Nahum. Israel in Egypt: The Egyptian Sojourn and the Exodus. Biblical Archaeology Society Online Archive.. Acessado em 25-05-06. Outra alternativa para a historicidade do Êxodo ser corroborada é quando analisamos as listas geográficas do Pentateuco. Neste artigo, Sarna apresenta evidências para a realidade histórica do evento.

21. SHANKS, Hershel. op. cit. 

22. YAMAUCHI, Edwin M. The stones and the Scriptures. Philadelphia: A Holman Book, 1973. p. 48-50.

23. DYER, Charles H. The Date of the Exodus Reexamined. Acessado em 19-05-06.

24. GEISLER, Norman. Ed. Inerrância da Bíblia. São Paulo: Ed. Vida, 2001. p. 85.

25. Ibid.

                                         Cidades muradas


Em julho de 2006, na mesma manhã em que desenterrei uma “escama” de bronze da couraça de um guerreiro do décimo século a.C., numa camada arqueológica marcada por evidências de violento combate e destruição em Megido, no norte de Israel, moderníssimos caças israelenses passaram em vôos rasantes sobre nossa cabeça, voltando de mais um bombardeio no Líbano. Evidentemente, a tecnologia de guerra evoluiu enormemente, mas não a natureza humana. Como há milênios, os homens de hoje continuam se odiando e se matando pelos motivos de sempre... e ansiando pela paz.

A Bíblia está repleta de relatos de guerra, bem como de lições de paz. As escavações arqueológicas, por sua vez, têm revelado que a guerra e o medo da guerra dominavam a vida das pessoas dos tempos bíblicos, e nos ajudam a compreender as histórias e os ensinos bíblicos.

Para se protegerem dos ataques inimigos, todas as cidades eram circundadas por imensos muros de pedra. Os muros de Tel Dan, por exemplo, cidade na fronteira norte de Israel, tinham aproximadamente 5 a 7 metros de altura por quase 4 metros de largura. Falar de uma cidade sem muros era falar de absoluta fraqueza e vulnerabilidade: “Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode controlar seu espírito” (Provérbios 25:28).

O acesso às cidades se fazia através de imensos portais. Os de Gezer, Megido e Hazor, reconstruídos por Salomão (I Reis 9:15), descobertos pela Arqueologia, são quase idênticos, devendo ter seguido a mesma planta básica. Eles eram rapidamente fechados em tempo de guerra. Guardar os portais da cidade era tão vital que se tornou símbolo de sabedoria e grande prudência: “Põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” (Salmo 141:3).

Em Megido, os arqueólogos encontraram um enorme silo para armazenagem de alimentos. Em Jerusalém, Arad, Hazor, Megido, Dan e outros sítios arqueológicos, complexos sistemas de abastecimento de água foram descobertos. Essas providências eram necessárias para o tempo de guerra, quando os exércitos inimigos cercavam as cidades, não permitindo que ninguém entrasse nem saísse, esperando que seus habitantes se rendessem por causa da sede e da fome. Nessa hora de indizível sofrimento, felizes eram os que podiam encontrar consolo na fé em Deus: “Ainda que um exército me cerque, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, nEle confiarei” (Salmo 27:3).

O sofrimento e a angústia constantes geravam, no coração de todos, profundo anseio por paz e segurança. Alguns as buscavam construindo muros cada vez maiores; outros, fazendo aliança com nações poderosas; outros ainda, formando exércitos, com numerosos carros e cavalos. O rei Davi, porém, chama atenção para a verdadeira fonte de segurança: “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus” (Salmo 20:7).(notas Jorge F.arqueologo)

               Encontrada prova de general citado na Bíblia


Com a exceção de reis antigos, é pouco freqüente encontrar provas da existência de personagens que aparecem na Bíblia [na verdade, há muitos achados que confirmam a existência de vários personagens bíblicos], mas um pesquisador encontrou, no Museu Britânico, vestígios do general babilônio Nebo-Sarsequim, citado no livro sagrado do cristianismo [e do judaísmo].

O especialista na civilização assíria Michael Jursa descobriu uma pequena tabuleta de argila na qual o general é citado, informou hoje o Museu Britânico. Segundo a Bíblia, ele tomou parte no ataque a Jerusalém.

A tabuleta data de 595 a.C. e trata de uma oferenda de ouro apresentada por Sarsequim no templo principal da Babilônia, provavelmente em honra aos deuses. O objeto, gravado com escrita cuneiforme, a mais antiga conhecida pelo homem, é anterior à destruição de Jerusalém pelo Império da Babilônia, em 587 a.C.

De acordo com o capítulo 39 do Livro de Jeremias, Sarsequim esteve ao lado de Nabucodonosor, o rei de Babilônia, no ataque a Jerusalém.

Jursa, catedrático associado da Universidade de Viena, tem estudado tabuletas no Museu Britânico desde 1991. "Ler tabuletas babilônicas é, às vezes, muito trabalhoso, mas também muito gratificante", disse o especialista, em comunicado divulgado pelo museu.

Atualmente, apenas alguns estudiosos no mundo todo são capazes de decifrar a escrita cuneiforme, utilizada no Oriente Médio entre 3.200 a.C. e o século II d.C.

O Museu Britânico conta com mais de 100 mil tabuletas com inscrições, que são revisadas pelos especialistas.(Terra)

                               Letras sagradas


Numa madrugada, quando Gideão e suas tropas voltavam de uma batalha no vale do Rio Jordão, ele capturou um menino da cidade inimiga de Sucote e o submeteu a um interrogatório. A Bíblia diz que ele foi pressionado a revelar importantes informações militares. Então, o menino “escreveu para Gideão os nomes dos setenta e sete chefes e líderes de Sucote” (Juízes 8:14).

Isso não seria nada surpreendente se a história tivesse acontecido hoje. Mas isso foi há mais de três mil anos e o garoto sabia escrever! Esse episódio indica que, já naquela época, muitas pessoas liam e escreviam. Os arqueólogos que trabalham no Oriente Médio têm encontrado milhares de inscrições antigas.
 

Que instrumentos o menino teria usado? Uma caneta esferográfica e um caderno espiral? Nada disso. Em cada região usava-se um material, uma língua e uma escrita diferentes. Na Mesopotâmia, região onde se encontravam as famosas cidades de Nínive, Babilônia e Ur – e onde, provavelmente, a escrita foi inventada – as pessoas escreviam em tabuinhas de argila ainda mole, utilizando um estilete como caneta. Quando a redação terminava, esses tabletes de barro eram queimados no fogo para endurecer. Milhares desses tabletes, que incluíam cartas, listas de mercadorias, contratos, exercícios escolares e bibliotecas inteiras, têm sido encontrados pela Arqueologia.

No Egito, as pessoas preferiam usar o papiro, uma planta que crescia abundantemente às margens do rio Nilo, com a qual se fazia uma espécie de papel. Milhares de folhas e rolos de papiros com esse tipo de escrita foram encontrados dentro de sarcófagos, sepulturas, templos e palácios descobertos no Egito.

Os povos da Palestina, inclusive os judeus, por serem pastores de ovelhas e cabras, usavam o pergaminho, que era feito com o couro desses animais. A própria Bíblia, em grande parte, foi escrita em rolos de pergaminho. Eles são mencionados em vários textos, como o de Salmo 40:7: “Eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito.”

Portanto, quando a Bíblia foi produzida, a escrita já estava bastante desenvolvida, aperfeiçoada e difundida. Muitas pessoas, em todas as partes, sabiam ler e escrever. Assim, podiam mais facilmente trocar idéias com outras pessoas; podiam aprender muitas coisas sobre outros povos e sobre o mundo; podiam, acima de tudo, ler a Bíblia e, como disse o apóstolo Paulo, “desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação” (II Timóteo 3:15). De fato, se não cultivamos a habilidade de ler, perdemos a oportunidade de experimentar muita coisa boa!(ibid)

                                     O silêncio dos opressores


Relevos mostrando a destuição de Laquis

Milagre! Essa foi e ainda é a palavra usada pelos comentaristas esportivos ao se referirem à incrível defesa de Gordon Banks, goleiro da seleção inglesa, na cabeçada de Pelé na copa de 70, no México. Costumamos usar essa palavra para descrever grandes coisas que acontecem no nosso dia-a-dia. E o que dizer dos milagres bíblicos?

Bom, esse já é um assunto contraditório. Ninguém seria tão tolo em acreditar na ocorrência de milagres em pleno século XXI! Essa opinião fundamenta-se no seguinte pressuposto: Deus não interage com a humanidade. A Bíblia, por outro lado, apresenta algo diferente. Conhecemos bem os milagres feitos por Jesus que estão registrados nos quatro evangelhos, mas nos surpreendemos quando lemos o registro de vários feitos miraculosos registrados nos Antigo Testamento.

Uma das histórias mais impressionantes que lemos nas páginas da Bíblia é a do cerco de Senaqueribe, rei do Império Assírio, em Jerusalém, que naquela ocasião era regida por Ezequias (2Rs 18:13–19:37; 2Cr 32:1-23; Is 36:1-37, 38). Os dois personagens tiveram educação bem semelhante. O pai de Senaqueribe era ninguém menos que Sargão II, o Dur Sharrukin dos textos assírios, aquele que destruiu Samaria, capital do reino do norte em 722 a.C. Já o pai de Ezequias era o ímpio rei Acaz. O nome Acaz é a forma abreviada do nome Acazias. A diferença é que o primeiro não tem o elemento teofórico comum nos nomes hebraicos (ex.: Daniel = Deus é meu juiz). Provavelmente, o pecado reinava tanto na vida desse rei que ele retirou o elemento divino do próprio nome!

Os assírios, nessa ocasião (701 a.C., cf. Is 36:1), eram os garotos mais rebeldes do bairro “Antigo Oriente Médio”. Senaqueribe já tinha conquistado 46 cidades de Judá, inclusive a conhecida cidade de Laquis. Os relevos ilustrando a destruição dessa cidade eram uma das decorações do palácio do monarca assírio. Um dos seus oficiais, Rabsaque (do acadiano Rab sikkati = dignitário), que não é um nome mas sim uma função, dirigiu palavras duras contra os porta-vozes de Ezequias. Deus mesmo entregou a capital de Judá nas mãos dos assírios (Is 36:10); nenhum deus das outras nações conquistadas as livrou das mãos dos seus inimigos e a mesma coisa aconteceria com o reino judeu (Is 36:18-20). Em outras palavras, não havia esperança.

Porém, o rei de Judá recorreu o profeta Isaías e este lhe deu a seguinte mensagem da parte do Senhor: “Não entrará nesta cidade, nem lançará nela flecha alguma [...], pelo caminho que ele [Senaqueribe] vier, por esse voltará, mas nesta cidade não entrará, diz o Senhor” (Is 37:33 e 34).
 

Em 1830, nas ruínas da antiga capital assíria chamada Nínive, Taylor encontrou um prisma sexagesimal de quase 40 cm, escrito em cuneiforme acadiano, que, diga-se de passagem, era uma língua extremamente complexa, com aproximadamente 5 mil sinais! Nesse documento arqueológico, que é o mais bem preservado dos documentos assírios, temos a seguinte inscrição: “Quanto a Ezequias do país de Judá, que não se tinha submetido ao meu jugo, sitiei e conquistei 46 cidades que lhe pertenciam. [...] Quanto a ele, encerrei-o em Jerusalém, sua cidade real, como um pássaro na gaiola...” Essa peça está hoje no Museu Britânico, em Londres.

Dois pontos são importantes na sentença. Primeiro, o nome de Ezequias é mencionado. Segundo, o texto fala que Senaqueribe cercou Jerusalém, mas que ele não a conquistou como fez com as outras cidades referidas nos seus anais. Algo aconteceu e houve silêncio por parte dos opressores assírios. O documento arqueológico não menciona nada mais, apenas que Jerusalém não foi adicionada na sala de troféus do Império Assírio.

No livro do profeta Isaias, lemos que o anjo do Senhor feriu 185 mil soldados do exército assírio numa madrugada, e na manhã seguinte tudo o que restava daquela poderosa milícia eram apenas cadáveres (37:36, 37). Senaqueribe voltou para Nínive, sua capital, e Jerusalém foi libertada milagrosamente.

A arqueologia não provou e nunca provará o milagre sobrenatural, mas de uma coisa temos certeza: quando lemos “entre as rachaduras” dos achados arqueológicos, podemos, sim, ver a mão poderosa de um Deus que agiu de forma poderosa no passado, que age no presente e agirá no futuro daqueles que o desejarem.(ibid)

                                     O endereço do Mestre


Para muitas pessoas, a narrativa evangélica da vida de Jesus não passa de ficção. Contudo, uma rápida pesquisa sobre os achados arqueológicos relacionados com o Novo Testamento revelará o contrário: cremos em uma história real! A partir de agora, vamos examinar algumas informações bíblicas à luz das descobertas em Cafarnaum, o “endereço” do Mestre. 

O nome Cafarnaum pode significar tanto “vila da consolação” como “vila de Naum”, um antigo profeta hebreu cujo livro faz parte do Antigo Testamento. Essa última opção é apoiada por uma tradição judaica que afirma que o túmulo do profeta está enterrado ali. A cidade foi descoberta por um arqueólogo norte-americano chamado Edward Robinson, em 1852, mas somente foi escavada por uma equipe liderada por Charles Wilson em 1865 e 1866. Foi ali que Jesus dedicou a maior parte do Seu ministério, realizando milagres (Mt 9:18-26; Mc 5:21-43; Lc 8:40-56), bem como ensinando na sinagoga local (Mc 1:21; 3:1-5; Lc 4:31; Jo 6:59).
 

Um dos achados mais fascinantes de Cafarnaum é a da possível casa de Pedro. Foi por volta de 1968 que dois outros arqueólogos, G. Orfali e A. Gassi, encontraram a estrutura de uma igreja que datava do 5º século. O surpreendente foi que logo abaixo dessa construção eles também encontraram os alicerces de uma casa repleta de objetos de pesca que datava da época de Jesus e Seus discípulos. Para completar a informação, um documento chamado Itinerarium, escrito por Egéria, no 4º século, afirma que a “casa do príncipe dos apóstolos foi transformada em igreja; contudo, as paredes da casa ainda estão de pé como eram originalmente”.

Outra descoberta marcante em Cafanaum foram os restos da sinagoga, local de reuniões religiosas dos judeus, do 1º século. Durante os anos de 1905 até 1926, seus restos foram preservados e restaurados por especialistas alemães e franciscanos. Até então, todas as construções apontavam para uma construção do 3º ou 4º século. No entanto, em 1968, as pesquisas posteriores revelaram os restos de uma estrutura. E em 1981, um largo piso de basalto foi encontrado repleto de cerâmicas (potes, vasos, copos, etc.) do 1º século, a época de Cristo. Sem dúvida, esses eram os escombros daquela sinagoga frequentada por Jesus, como mencionado nas Escrituras Sagradas!

Mais importante do que as informações arqueológicas é o que tudo isso representa. Foi nessa mesma sinagoga que Jesus declarou: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente” (João 6:51). Mesmo com a poeira acumulada ao longo dos séculos em Cafarnaum, ainda somos capazes de ouvir o convite do Mestre querendo saciar nossa fome.(ibid)


            O Novo Testamento é historicamente confiável


Recentemente foi questionada no blog www.michelsonborges.com a veracidade histórica do Novo Testamento (NT). Há muitos bons livros no mercado sobre isso, mas procurei reproduzir aqui, de forma resumida, as dez razões apresentadas no livro Não tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu (Vida), pelas quais sabemos que os autores do NT disseram a verdade.

1. Os autores do NT incluíram detalhes embaraçosos sobre si mesmos. A tendência da maioria dos autores é deixar de fora qualquer coisa que prejudique sua aparência. É o “princípio do embaraço”. Agora pense: Se você e seus amigos estivessem forjando uma história que você quisesse que fosse vista como verdadeira, vocês se mostrariam como covardes, tolos e apáticos, pessoas que foram advertidas e que duvidaram? É claro que não. Mas é exatamente isso que encontramos no NT. Se você fosse autor do NT, escreveria que um dos seus principais líderes foi chamado de “Satanás” por Jesus, negou o Senhor três vezes, escondeu-se durante a crucifixão e, mais tarde, foi repreendido numa questão teológica? 

O que você acha que os autores do NT teriam feito se estivessem inventando uma história? Teriam deixado de lado a sua inaptidão, sua covardia, a repreensão que receberam, as negações e seus problemas teológicos, mostrando-se como cristãos ousados que se colocaram a favor de Jesus diante de tudo e que, de maneira confiante, marcharam até a tumba na manhã de domingo, bem diante dos guardas romanos, para encontrarem o Jesus ressurreto que os esperava para salvá-los por sua grande fé! Os homens que escreveram o NT também diriam que eles é que contaram às mulheres sobre o Jesus ressurreto, que eram as únicas que estavam escondendo-se por medo dos judeus. E, naturalmente, se a história fosse uma invenção, nenhum discípulo, em momento algum, teria sido retratado como alguém que duvida (especialmente depois de Jesus ter ressuscitado).

2. Os autores do NT incluíram detalhes embaraçosos e dizeres difíceis de Jesus. Os autores do NT também são honestos sobre Jesus. Eles não apenas registraram detalhes de uma auto-incriminação sobre si mesmos, mas também registraram detalhes embaraçosos sobre seu líder, Jesus, que parecem colocá-Lo numa situação bastante ruim. Exemplos: Jesus foi considerado “fora de Si” por Sua mãe e Seus irmãos, por quem também foi desacreditado; foi visto como enganador; foi abandonado por Seus seguidores e quase apedrejado certa ocasião; foi chamado de “beberrão” e de “endemoninhado”, além de “louco”. Finalmente, foi crucificado como malfeitor.

Entre as situações teologicamente “embaraçosas”, encontramos as seguintes: Ele amaldiçoa uma figueira (Mat. 21:18); Ele parece incapaz de realizar milagres em Sua cidade natal, exceto curar algumas pessoas doentes (Mar. 6:5); e parece indicar que o Pai é maior que Ele (João 14:28). Se os autores do NT queriam provar a todos que Jesus era Deus, então por que não eliminaram dizeres e situações complicados que parecem argumentar contra a Sua deidade? Os autores do NT foram extremamente precisos ao registrar exatamente aquilo que Jesus disse e fez.

3. Os autores do NT incluíram as exigências de Jesus. Se os autores do NT estavam inventando uma história, certamente não inventaram uma que tenha tornado a vida mais fácil para eles. Esse Jesus tinha alguns padrões bastante exigentes. O Sermão do Monte (Mateus 5), por exemplo, não parece ser uma invenção humana. São mandamentos difíceis de ser cumpridos pelos seres humanos e parecem ir na direção contrária dos interesses dos homens que os registraram. E certamente são contrários aos desejos de muitos hoje que desejam uma religião de espiritualidade sem exigências morais.

4. Os autores do NT fizeram clara distinção entre as palavras de Jesus e as deles. Embora não existam aspas ou travessão para indicar uma citação no grego do século I, os autores do NT distinguiram as palavras de Jesus de maneira bastante clara. Teria sido muito fácil para esses homens resolverem as disputas teológicas do primeiro século colocando palavras na boca de Jesus. E fariam isso também, caso estivessem inventando a “história do cristianismo”. Teria sido muito conveniente para esses autores terminar todo debate ou controvérsia em torno de questões como circuncisão, leis cerimoniais judaicas, falar em línguas, mulheres na igreja e assim por diante, simplesmente inventando citações de Jesus. Mas eles nunca fizeram isso. Mantiveram-se fiéis ao que Jesus disse e não disse.

5. Os autores do NT incluíram fatos relacionados à ressurreição de Jesus que eles não poderiam ter inventado. Eles registraram que Jesus foi sepultado por José de Arimatéia, um membro do Sinédrio – o conselho do governo jadaico que sentenciou Jesus à morte por blasfêmia. Esse não é um fato que poderiam ter inventado. Considerando a amargura que certos cristãos guardavam no coração contra as autoridades judaicas, por que eles colocariam um membro do Sinédrio de maneira tão positiva? E por que colocariam Jesus na sepultura de uma autoridade judaica? Se José não sepultou Jesus, essa história teria sido facilmente exposta como fraudulenta pelos inimigos judaicos do cristianismo. Mas os judeus nunca negaram a história e jamais se encontrou uma história alternativa para o sepultamento de Jesus.

Todos os quatro evangelhos dizem que as mulheres foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio e as primeiras a saberem da ressurreição. Uma dessas mulheres era Maria Madalena, que Lucas admite ter sido uma mulher possuída por demônios (Luc. 8:2). Isso jamais teria sido inserido numa história inventada. Uma pessoa possessa por demônios já seria uma testemunha questionável, mas as mulheres em geral não eram sequer consideradas testemunhas confiáveis naquela cultura do século I. O fato é que o testemunho de uma mulher não tinha peso num tribunal. Desse modo, se você estivesse inventando uma história da ressurreição de Jesus no século I, evitaria o testemunho de mulheres e faria homens – os corajosos – serem os primeiros a descobrir o túmulo vazio e o Jesus ressurreto. Citar o testemunho de mulheres – especialmente de mulheres possuídas por demônios – seria um golpe fatal à tentativa de fazer uma mentira ser vista como verdade.

“Por que o Jesus ressurreto não apareceu aos fariseus?” é uma pergunta comum feita pelos céticos. A resposta pode ser porque não teria sido necessário. Isso é normalmente desprezado, mas muitos sacerdotes de Jerusalém tornaram-se cristãos. Lucas escreve: “Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé” (Atos 6:7). Se você está tentando fazer que uma mentira seja vista como verdade, não facilita as coisas para os seus inimigos, permitindo que exponham a sua história. A conversão dos fariseus e a de José de Arimatéia eram dois detalhes desnecessários que, se fossem falsos, teriam acabado com a “farsa” de Lucas.
 

Em Mateus 28:11-15, é exposta a versão judaica para o fato do túmulo vazio (a mentira do roubo do corpo de Jesus). Note que Mateus deixa bastante claro que seus leitores já sabiam sobre essa explicação dos judeus porque “essa versão se divulgou entre os judeus até o dia de hoje”. Isso significa que os leitores de Mateus (e certamente os próprios judeus) saberiam se ele estava ou não dizendo a verdade. Se Mateus estava inventando a história do túmulo vazio, por que daria a seus leitores uma maneira tão simples de expor suas mentiras? A única explicação plausível é que o túmulo deve ter realmente ficado vazio, e os inimigos judeus do cristianismo devem realmente ter espalhado essa explicação específica para o túmulo vazio (de fato, Justino Mártir e Tertuliano, escrevendo respectivamente nos anos 150 d.C. e 200 d.C., afirmam que as autoridades judaicas continuaram a propagar essa história do roubo durante todo o século II).

6. Os autores do NT incluíram em seus textos, pelo menos, 30 pessoas historicamente confirmadas. Não há maneira de os autores do NT terem seguido adiante escrevendo mentiras descaradas sobre Pilatos, Caifás, Festo, Félix e toda a linhagem de Herodes. Alguém os teria acusado por terem envolvido falsamente essas pessoas em acontecimentos que nunca ocorreram. Os autores do NT sabiam disso e não teriam incluído tantas pessoas reais de destaque numa ficção que tinha o objetivo de enganar. 

7. Os autores do NT incluíram detalhes divergentes. Os críticos são rápidos em citar os relatos aparentemente contraditórios dos evangelhos como evidência de que não são dignos de confiança em informação precisa. Mateus diz, por exemplo, que havia um anjo no túmulo de Jesus, enquanto João menciona a presença de dois anjos. Não seria isso uma contradição que derrubaria a credibilidade desses relatos? Não, mas exatamente o oposto é verdadeiro: detalhes divergentes, na verdade, fortalecem a questão de que esses são relatos feitos por testemunhas oculares. Como? Primeiro, é preciso destacar que o relato dos anjos não é contraditório. Mateus não diz que havia apenas um anjo na sepultura. Os críticos precisam acrescentar uma palavra ao relato de Mateus para torná-lo contraditório ao de João. Mas por que Mateus mencionou apenas um anjo, se realmente havia dois ali? Pela mesma razão que dois repórteres de diferentes jornais cobrindo um mesmo fato optam por incluir detalhes diferentes em suas histórias. Duas testemunhas oculares independentes raramente vêem todos os mesmos detalhes e descrevem um fato exatamente com as mesmas palavras. Elas vão registrar o mesmo fato principal (Jesus ressuscitou dos mortos), mas podem diferir nos detalhes (quantos anjos havia no túmulo). De fato, quando um juiz ouve duas testemunhas que dão testemunho idêntico, palavra por palavra, o que corretamente presume? Conluio. As testemunhas se encontraram antecipadamente para que suas versões do fato concordassem.

À luz dos diversos detalhes divergentes do NT, está claro que os autores não se reuniram para harmonizar seus testemunhos. Isso significa que certamente não estavam tentando fazer uma mentira passar por verdade. Se estavam inventando a história do NT, teriam se reunido para certificar-se de que eram coerentes em todos os detalhes.

Ironicamente, não é o NT que é contraditório, mas sim os críticos. Por um lado, os críticos afirmam que os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) são por demais uniformes para serem fontes independentes. Por outro lado, afirmam que eles são muito divergentes para estarem contando a verdade. Desse modo, o que eles são? Muito uniformes ou muito divergentes? Na verdade, são a mistura perfeita de ambos: são tanto suficientemente uniformes e suficientemente divergentes (mas não tanto) exatamente porque são relatos de testemunhas oculares independentes dos mesmos fatos. Seria de esperar ver o mesmo fato importante e detalhes menores diferentes em manchetes de jornais independentes relatando o mesmo acontecimento.

Simon Greenleaf, professor de Direito da Universidade de Harvard que escreveu um estudo-padrão sobre o que constitui evidência legal, creditou sua conversão ao cristianismo ao seu cuidadoso exame das testemunhas do evangelho. Se alguém conhecia as características do depoimento genuíno de testemunhas oculares, essa pessoa era Greenleaf. Ele concluiu que os quatro evangelhos “seriam aceitos como provas em qualquer tribunal de justiça, sem a menor hesitação” (
The Testimony of the Evangelists, págs. 9 e 10).

8. Os autores do NT desafiam seus leitores a conferir os fatos verificáveis, até mesmo fatos sobre milagres. Lucas diz isso a Teófilo (Luc. 1:1-4); Pedro diz que os apóstolos não seguiram fábulas engenhosamente inventadas, mas que foram testemunhas oculares da majestade de Cristo (II Ped. 1:16); Paulo faz uma ousada declaração a Festo e ao rei Agripa sobre o Cristo ressurreto (Atos 26) e reafirma um antigo credo que identificou mais de 500 testemunhas oculares do Cristo ressurreto (I Cor. 15). Além disso, Paulo faz uma afirmação aos cristãos de Corinto que nunca teria feito a não ser que estivesse dizendo a verdade. Em sua segunda carta aos corintios, ele declara que anteriormente realizara milagres entre eles (II Cor. 12:12). Por que Paulo diria isso a eles a não ser que realmente tivesse realizado os milagres? Ele teria destruído completamente sua credibilidade ao pedir que se lembrassem de milagres que nunca realizara diante deles.

9. Os autores do NT descrevem milagres da mesma forma que descrevem outros fatos históricos: por meio de um relato simples e sem retoques. Detalhes embelezados e extravagantes são fortes sinais de que um relato histórico tem elementos lendários. Note este trecho da narração da ressurreição no livro apócrifo Evangelho de Pedro: “...três homens que saíam do sepulcro, dois dos quais servindo de apoio a um terceiro, e uma cruz que ia atrás deles. E a cabeça dos dois primeiros chegava até o céu, enquanto a daquele que era conduzido por eles ultrapassava os céus. E ouviram uma voz vinda dos céus que dizia: ‘Pregaste para os que dormem?’ E da cruz fez-se ouvir uma resposta: ‘Sim’.”

Provavelmente seria assim que alguém teria escrito se estivesse inventando ou embelezando a história da ressurreição de Jesus. Mas os relatos da ressurreição de Jesus no NT não contêm nada semelhante a isso. Os evangelhos fornecem descrições triviais quase insípidas da ressurreição. Confira em Marcos 16:4-8, Lucas 24:2-8, João 20:1-12 e Mateus 28:2-7.

10. Os autores do NT abandonaram parte de suas crenças e práticas sagradas de longa data, adotaram novas crenças e práticas e não negaram seu testemunho sob perseguição ou ameaça de morte. E não são apenas os autores do NT que fazem isso. Milhares de judeus, dentre eles sacerdotes fariseus, converteram-se ao cristianismo e juntam-se aos apóstolos ao abandonarem o sistema de sacrifícios de animais prescrito por Moisés, ao aceitar Jesus como integrante da Divindade (o que era inaceitável naquela cultura estritamente monoteísta) e ao abandonar a idéia de um Messias conquistador terrestre.

Além disso, conforme observa Peter Kreeft, “por que os apóstolos mentiriam? ... se eles mentiram, qual foi sua motivação, o que eles obtiveram com isso? O que eles ganharam com tudo isso foi incompreensão, rejeição, perseguição, tortura e martírio. Que bela lista de prêmios!” Embora muitas pessoas venham a morrer por uma mentira que considerem verdade, nenhuma pessoa sã morrerá por aquilo que
 sabe que é uma mentira. 

Conclusão de Norman Geisler e Frank Turek, autores de
 Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu: “Quando Jesus chegou, a maioria dos autores do NT era de judeus religiosos que consideravam o judaísmo a única religião verdadeira e que se consideravam o povo escolhido de Deus. Alguma coisa dramática deve ter acontecido para tirá-los do sono dogmático e levá-los a um novo sistema de crenças que não lhes prometia nada além de problemas na Terra. À luz de tudo isso, não temos fé suficiente para sermos céticos em relação ao Novo Testamento.”

         Descoberta pode ajudar a reescrever história cristã


Uma antiga coleção de 70 livros pequenos, cada um com 5 a 15 páginas de chumbo, pode desvendar alguns segredos dos primórdios do cristianismo. Para os estudiosos de religião e de história, trata-se de um tesouro sem preço. Ziad Al-Saad, diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia chegou a dizer que pode ser a “descoberta mais importante da história da arqueologia”. Embora ainda estejam divididos quanto à sua autenticidade, especialistas acreditam que se trata da maior descoberta da arqueologia bíblica desde que foram encontrados os Rolos do Mar Morto, em 1947. Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna (foto) em uma região remota da atual Jordânia. Acredita-se que pertenciam a cristãos que fugiram após a queda de Jerusalém no ano 70 d.C. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados no mesmo local.

Testes iniciais indicam que alguns desses livros de metal datam do primeiro século. A estimativa é baseada na forma de corrosão que atingiu o material, algo que especialistas acreditam ser impossível reproduzir artificialmente. Quando os estudos forem concluídos, esses livros podem entrar para a história como alguns dos primeiros documentos cristãos, antecedendo até mesmo os escritos atribuídos ao apóstolo Paulo.
A maioria das páginas desses livros metálicos é do tamanho de um cartão de crédito. Os textos estão escritos em hebraico antigo, sendo a maior parte em um tipo de código. O britânico David Elkington, acadêmico de arqueologia e de história religiosa antiga, foi um dos poucos a ter examinado os livros. Ele acredita que essa pode ser “a maior descoberta da história cristã”. “É algo de tirar o fôlego pensar que temos acesso a objetos que podem ter pertencido aos santos dos primórdios da Igreja”, disse ele.

Após ter sido descoberto por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi adquirido por um beduíno israelense, que está sendo acusado de contrabandeá-lo para Israel, onde está hoje. O governo jordaniano está tentando repatriar as relíquias, mas sem sucesso.

Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, disse haver fortes evidências de que os livros têm uma origem cristã e mostram mapas da Jerusalém do primeiro século. “Há obviamente imagens cristãs. Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dela o que tem pode ser o túmulo [de Jesus], uma pequena construção com uma abertura, e atrás disso os muros da cidade… É uma crucificação cristã que ocorreu fora dos muros da cidade.”

A doutora Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudos do Antigo Testamento, explica: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que seria aberto somente pelo Messias. Outros textos da época falam sobre livros de sabedoria selados e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto dessa descoberta. Sabe-se que, pelo menos em duas ocasiões, grupos de refugiados da perseguição em Jerusalém rumaram para o leste, atravessaram a Jordânia, perto de Jericó e foram para a região onde esses livros agora foram achados.”

Para ela, outra prova de que o material é cristão e não judaico é o fato de os escritos estarem em formato de livros, não de pergaminhos. “Os cristãos estão particularmente associados com a escrita na forma de livros. Eles guardavam livros como parte de uma tradição secreta do início do cristianismo… Caso se confirmem as análises iniciais, esses livros poderão trazer uma luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo da história, mas até agora pouco conhecido.”

Ela se refere ao período entre a morte de Jesus e as primeiras cartas do Apóstolo Paulo. Há referências históricas a alguns desses acontecimentos, mas quase nenhum material deixado por quem realmente vivenciou o surgimento da igreja cristã. Essa descoberta sanaria muitas das dúvidas levantadas por outros estudiosos sobre a veracidade dos relatos da existência do que comumente é chamado de “o Jesus histórico”.
(Pavanews, com informações de BBC e Daily Mail)

     Objeto de 2 mil anos confirma rituais em Jerusalém


Um objeto em formato de botão com 2 mil anos de idade foi encontrado por arqueólogos em Israel e é primeira evidência física do registros escritos sobre os rituais praticados do Templo judaico de Jerusalém. A descoberta foi divulgada neste domingo (25) por uma equipe da Universidade de Haifa. O artefato é uma espécie de lacre com inscrições em aramaico que dizem “puro por Deus”, sendo usado possivelmente como certificado para alimentos e animais usados como sacrifícios durante cerimônias religiosas. A peça foi encontrada perto do Muro das Lamentações, principal símbolo judeu em Jerusalém e próximo ao complexo de edifícios muçulmanos considerados sagrados na cidade como a mesquita de Al Aqsa.


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