sábado, 3 de maio de 2014

ACONTECEU O DILUVIO?

             

                                    


                                     

                                      ACONTECEU O DILUVIO?


     Dilúvio de Noé. O registro do Dilúvio de Noé em Gênesis 6—9 levantou sérias questões nas mentes dos críticos da Bíblia, entre elas:
Como essa pequena arca poderia carregar centenas de milhares de espécies?
Como um navio de madeira flutuaria numa tempestade tão violenta?
Como a família de Noé e os animais sobreviveram tanto tempo na arca?
Espécies salvas. O primeiro problema questiona a possibilidade uma arca tão pequena carregar todas as espécies animais da terra. O consenso dos historiadores e arqueólogos da Antigüidade é que um côvado tinha cerca de 46 cm. Traduzindo as dimensões da Bíblia de acordo com essa medida, a arca de Noé teria apenas 14 m de altura, 23 de largura e 137 de comprimento (Gn 6.15). Noé recebeu ordens de pegar dois pares de cada tipo de animal impuro e sete pares de cada tipo de animal puro (6.19; 7.2). Mas os cientistas contam as espé- cies animais entre meio bilhão e mais de um bilhão.
Um desastre local? Uma explicação possível é que o dilúvio tenha sido local. Nesse caso Noé só precisa- ria repovoar a área e dispor de animais para comer e sacrificar. Como evidência de que 0 Dilúvio não foi universal, observa-se que a mesma linguagem “universal” de Gênesis 6-9 é usada em outras partes quando algo menor que o mundo inteiro é mencionado. O povo no Dia de Pentecoste é descrito como sendo “de todas as nações do mundo” (At 2.5), mas as nações citadas estão restritas ao mundo romano. Paulo fala em Colossenses 1.23 a respeito do “evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu”. O itinerário de Paulo em Atos 13-28 mostra que ele foi apenas até a região do Mediterrâneo.
E o sedimento que um dilúvio como 0 de Noé te- ria deixado só é encontrado no vale da Mesopotâmia, não no mundo inteiro. Não há água suficiente no mundo para cobrir as maiores montanhas (7.20). Algumas montanhas têm vários quilômetros de altura. Águas tão altas teriam causado problemas na rotação da terra. As montanhas na área mesopotámica não são tão altas. Finalmente, o tamanho da arca restringiria o número de espécies. As de uma área restrita seriam acomodadas mais facilmente.
Um dilúvio universal?Alguns estudiosos do at acreditam que há evidências de um dilúvio universal. A linguagem de Gênesis é mais intensa que a das referências observadas. A ordem de divina de levar animais de toda espécie não seria necessária se apenas a vida numa área geográfica limitada fosse destruída. Os animais pode- riam migrar para repovoar a região. E Gênesis 10.32 declara que o mundo inteiro foi povoado após o Dilúvio por meio das oito pessoas que foram salvas. Isso não seria verdade se as pessoas fora da região não tivessem se afogado. Pedro refere-se à salvação de apenas oito pessoas (l Ped 3.20).

O sedimento no vale da Mesopotâmia é de um dilúvio local, não do Dilúvio universal. As camadas sedimentares em todo o mundo estão abertas a interpretação, inclusive a possibilidade de uma catástrofe mundial. Também há sinais de mudanças dramáticas na posição das massas de terra do planeta. As montanhas poderiam ter assumido formas novas, muito mais elevadas por causa das forças sem paralelo atu- antes durante o Dilúvio.
A arca era grande o suficiente. Mas supondo que o Dilúvio tenha sido universal, permanece a questão de como Noé colocaria todos aqueles animais na arca. Engenheiros, programadores e especialistas em animais selvagens, todos consideraram o problema, e seu consenso é que a arca era suficiente para a tarefa. A arca era na verdade uma estrutura enorme — do tamanho de um navio moderno, com três níveis de convés (Gn 6.16), que triplicavam seu espaço para mais de 45 000 m. Isso é equivalente a 569 vagões de trem.
Segundo, o conceito moderno de “espécie” não é o mesmo que um “tipo” na Bíblia. Mas, ainda que fosse, há provavelmente apenas 72 mil tipos diferentes de animais terrestres, que a arca teria de conter. Como 0 tamanho médio dos animais terrestres é menor que o de um gato, menos da metade daoarca seria suficiente para guardar 150 mil animais — mais do que provavelmente havia. Insetos só tomam um pouco de espaço. Os animais marinhos ficaram no mar, e muitas espécies poderiam ter sobrevividos na forma de ovo. Sobraria bastante espaço para oito pessoas e a comida.
Terceiro, Noé poderia ter levado variedades mais jovens ou menores de alguns animais grandes. Dados todos esses fatores, havia espaço suficiente para todos os animais, comida para a viagem e os oito seres humanos a bordo. Navio de madeira numa tempestade violenta. A arca era feita de madeira e carregava uma carga pe- sada. Argumenta-se que as ondas violentas de um dilúvio global certamente a teriam partido em pedaços (cf. Gn 7.4,11).
A arca era feita de um material forte e flexível (cedro). Cedro cede sem quebrar. A carga pesada dava estabilidade à arca. Além disso, arquitetos navais relatam que um vagão retangular flutuante, como a arca, é o tipo de embarcação mais estável em águas turbulentas. Um ex-arquiteto naval concluiu: “A arca de Noé era extremamente estável, mais estável, na verdade, que os navios modernos” (v. Collins, p. 86). Na verdade, os navios modernos seguem as mesmas proporções bá- sicas. Mas sua estabilidade é reduzida pela necessidade de atravessar a água com o mínimo de resistência possível. Não há razão para a arca de Noé não ter sobrevivido a um dilúvio gigantesco, ou até mesmo global. Os testes de estabilidade modernos demonstraram que tal embarcação poderia enfrentar ondas de até sessenta metros e inclinar-se até quase noventa graus e voltar a se estabilizar.
Sobrevivência dentro da arca. Como todos esses animais e humanos sobreviveram mais de um ano fechados nessa arca? Há algumas divergências quanto à duração do Dilúvio. Gênesis 7.24 e 8.3 falam que as águas do Dilúvio duraram 150 dias. Mas outros versículos parecem dizer que foram apenas quarenta dias (Gn 7.4,12,17). E um versículo indica que foi mais de um ano. Esses números referem-se a coisas diferentes. Quarenta dias é o período em que a chuva caiu sobre a terra (7.12), e 150 dias é o tempo em que as águas foram baixando pouco a pouco (8.3; v. 7.24). Depois disso, só no quinto mês depois de a chuva começar a arca firmou-se no monte Ararate (8.4). Cerca de onze meses depois de a chuva começar, as águas secaram (8.13). E exatamente um ano e dez dias depois de o Dilúvio ter começado, Noé e sua família pisaram em terra seca (8.14).
Outra resposta é que os seres vivos podem fazer qualquer coisa para sobreviver, contanto que tenham água e comida suficiente. Muitos dos animais devem ter hibernado completa ou parcialmente. E Noé tinha bastante espaço para comida do lado de dentro e água abundante para pegar do lado de fora. Para comentários sobre como relatos extrabíblicos do Dilúvio e lendas do mundo antigo se relacionam ao registro da Bíblia, v. Arqueologia do Antigo Testamento; Ebla, Tabuinhas de.
BibliografiaG. L. Archer, Jr., Merece confiança o Antigo Testamento?D. Collins, “Was Noah’s ark stable?”
CRSQ, 14 (Sept. 1977).A. Custance, The flooddocal or global?G. M. Price, The new geology.B. Ramm, The Christian view of science and Scripture.A. Reiwinkel, The flood.J. Whitcomb, The world that perished.___e H. Morris, The Genesis flood.J. Woodmorappe, Noah’s ark: a feasibility study.D. A. Young, The biblical flood.FONTE: Enciclopédia de Apologética de Norman Geisler p. 285-286]]


 

As ÁGUAS do Dilúvio


Relativamente ao dilúvio bíblico, uma das coisas que os cépticos mais gostam de papaguear é: a água proveniente das nuvens não era suficiente para cobrir toda a Terra. Eles dizem também que, mesmo que tal acontecesse, a temperatura gerada mataria todos os que estivessem na arca. Também dizem que se as águas tivessem cobrido o Evereste, a pressão atmosférica mataria toda a vida marinha. Este post do blogue Ceticismo pretende “desmascarar” o dilúvio de Noé. Entre outros pontos já discutidos e refutados (Ver: Dilúvio e Arca de Noé), um dos que tem especial atenção é este da origem das águas. Uns bons 70% do post são dedicados a mostrar como a água das nuvens não poderia ter cobrido pontos altos como o Evereste.
O problema, claro está, é que este tipo de críticas ataca um dilúvio de palha. O que isto quer dizer é que os críticos criam para si o seu próprio acontecimento diluviano, que está em desacordo com o dilúvio bíblico, e depois refutam a caricatura que eles próprios criaram. Dois erros fundamentais são cometidos:
1) Assumem que a água só veio das nuvens;
2) Assumem que as formações rochosas mais altas de hoje já existiam aquando do dilúvio.
A água não veio só das nuvens
A Bíblia diz-nos de onde vieram as águas que inundaram o planeta:
No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram” (Génesis 7:11)
Ou seja, as águas não vieram só de cima. Também vieram de baixo. As fontes do grande abismo referem-se a uma espécie de sistema subterrâneo de reservatórios de água que, aquando do dilúvio, se precipitaram sobre a superfície terrestre. Muito provavelmente como hoje vemos os geysers actuarem.
Relativamente a isto, é interessante notar que, mesmo hoje, existe água suficientedebaixo da Terra para substituir a água dos oceanos mais de 10 vezes.
Mesmo nos oceanos temos água suficiente para cobrir toda a Terra. A superfície terrestre não está nivelada. As bacias oceânicas são extensas e profundas e as áreas terrestres são elevadas. Se a superfície terrestre estivesse ao mesmo nível, a água que temos nos oceanos seria suficiente para cobrir o globo.
Fonte: Ocean Floor Bathymetry
As águas estiveram em cima do Monte Evereste?
Eu gosto de dizer que não foram as águas que estiveram em cima do Monte Evereste mas sim que o Monte Evereste esteve em baixo das águas. Isto é, já existiam montanhas altas antes do dilúvio, no entanto, eram bem mais baixas do que as montanhas mais elevadas que existem hoje. A elevação de partes da superfície terrestre está enquadrada no modelo criacionista da Tectónica de Placas Catastrófica, proposta pelo geofísicoJohn Baumgardner (1,2).
A existência de fósseis marinhos no topo de altas montanhas como o Evereste e os Himalaias mostram isso mesmo, que eles já estiveram debaixo das águas, como podemos ver nos links abaixo:
-Existem fósseis de baleias e outros animais marinhos na Cordilheira dos Andes, na América do Sul.
-Existem fósseis de tubarões e outros animais marinhos na Cordilheira do Atlas, em Marrocos.
-Existem fósseis de animais marinhos nos Himalaias, na Ásia.
-Existem fósseis de animais marinhos no Evereste, na Ásia.
-Existem fósseis de animais marinhos em montanhas na China 
O facto de encontrarmos milhares de fósseis muito acima do nível das águas é evidência de que a terra já esteve debaixo delas. Claro que não esperem que o cético admita que tudo isto é evidência do dilúvio de Noé. Pedro diz-nos que eles de propósito ignoram que o planeta esteve coberto de água (II Pedro 3:5-6). Por outras palavras, são burros de propósito!

Salmos 104:8 dá umas luzes a respeito deste cenário: “Elevaram-se as montanhas, desceram os vales, até o lugar que lhes determinaste [*1]

               
     
         

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