sexta-feira, 30 de junho de 2017

Descobertas pelo EI, em Nínive (Mossul, Iraque)




Arqueólogos conduzindo operações de escavação no Iraque afirmam ter feito uma descoberta inesperada por debaixo de um sítio arqueológico destruído pelos membros do Estado Islâmico, que segundo a tradição seria o túmulo do profeta judeu Jonas (Yunus, segundo o Alcorão.)

Debaixo de um monte de terra que cobre as ruínas da antiga cidade bíblica de Nínive, e por debaixo do que se crê ter sido o túmulo do profeta bíblico Jonas, os arqueólogos deram com um palácio nunca antes descoberto, construído no século 7º a.C. para o rei assírio Senaqueribe, mencionado na Bíblia por ter tentado em vão conquistar a cidade de Jerusalém. Através do profeta Isaías o Senhor Deus havia dito ao rei judeu Ezequias que o rei da Assíria não entraria em Jerusalém: "Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Não entrará nesta cidade (Jerusalém), nem lançará nela flecha alguma...pelo caminho por onde vier, por ele voltará; porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque Eu ampararei a esta cidade, para a livrar, por amor de Mim e por amor do Meu servo Davi" (2 Reis 18 e 19).

Após o seu regresso ao palácio, Senaqueribe foi assassinado por dois dos seus filhos Adrameleque e Sarezer, os quais acabaram por fugir, deixando o reino para um outro filho, Esar-Hadom (2 Reis 19:36, 37).

TÚMULO DO PROFETA JONAS DESTRUÍDO PELO Estado Islâmico

Em Julho de 2014, meses depois de terem capturado a cidade iraquiana de Mossul, e para grande consternação e revolta do mundo "civilizado", os militantes do grupo terrorista islâmico Estado Islâmico fizeram explodir o local do túmulo do profeta Jonas, que anualmente atraía milhares de fieis em peregrinação.

Só em meados de Janeiro deste ano é que as tropas iraquianas conseguiram retomar o controle de Nínive, tendo na altura o Ministro da Cultura do Iraque afirmado que o local estava "muito mais danificado do que se julgava."

O Daesh tinha entretanto escavado túneis por debaixo do túmulo à cata de artefatos valiosos para saquear e vender no mercado negro. A arqueóloga iraquiana Layla Salih revelou entretanto ao jornal britânico Daily Telegraph ter descoberto uma inscrição em escrita cuneiforme numa peça de mármore do rei Esar-Hadom, que se calcula pertencer ao período do império assírio, em 672 a.C.

Apesar de o nome de Esar-Hadom não aparecer explicitamente nesta placa, o rei é descrito numa forma que só se aplicaria a ele, uma vez que alude à reconstrução da Babilônia após a morte do seu pai.

"UM ACHADO FANTÁSTICO"

Eleanor Robson, atual responsável do Instituto Britânico para o Estudo do Iraque, disse entretanto que a destruição causada pelo grupo terrorista abriu as portas a "um achado fantástico."

"Os objetos não correspondem às descrições daquilo que julgávamos haver ali por debaixo" - afirmou ela a um repórter do jornal Telegraph, acrescentando: "Há lá embaixo uma enorme quantidade de História, não apenas pedras ornamentais. É um oportunidade para finalmente se poder mapear a casa-tesouro do primeiro grande império mundial, e do período do seu maior sucesso."

Descobriu-se entretanto que o Estado Islâmico saqueou mais de 700 objetos encontrados no palácio para vender no mercado negro.

"Acreditamos que eles terão levado para vender muitos dos artefatos, tais como cerâmicas e pequenas peças. Mas aquilo que eles deixaram irá ser estudado e acrescentará muito ao nosso conhecimento daquele período" - afirmou Robson.

Crê-se que a cidade de Mossul terá 4.400 anos, tendo surgido numa altura em que a civilização se desenvolvia por toda a região da fértil Mesopotâmia.

Nínive, que numa altura chegou a ser a maior cidade do mundo, teve as suas ruínas destruídas em 70% pelos fanáticos do Estado Islâmico.

Esta importante descoberta vem comprovar a veracidade dos relatos bíblicos. Nada que nos espante, mas constitui certamente mais um claro sinal para quem quer "ver para crer"...
Fonte: Shalom, Israel
fonte www.biblicaarqueologia.blogspot.com


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